Joaquim Coimbra, presidente da Federação Sul Africana de Hóquei em Patins

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Joaquim Coimbra, presidente da Federação Sul Africana de Hóquei em Patins

Joaquim Coimbra, presidente da Federação Sul Africana de Hóquei em PatinsRecentemente as selecções de hóquei em patins da África do Sul nas categorias de Sub-20 e  de Séniores participaram nos Campeonatos Mundiais da modalidade em Barcelos, Portugal e em San Juan, na Argentina.

 Já anteriormente a representação sénior, havia sido convidada e competir no Torneio Internacional Eduardo dos Santos, em Luanda, Angola.
 No cômputo geral não foi nada prestigiosa a participação das representações sul-afri-canas em qualquer das provas internacionais.
 Incluindo o Torneio de Luanda, as goleadas sofridas, levantaram vozes discordantes, entre os adeptos do hóquei patinado da comunidade portuguesa, que consideram desprestigiante para o país que tal tenha acontecido, afirmando mesmo que os jogadores só pensam no passeio turístico e não sentem a camisola que trazem vestida.

 Para esclarecer essas vozes discordantes, estivémos com Joaquim Coimbra, o presidente da Federação de Hóquei em Patins da África do Sul, que começou por afirmar:
 “Embora compreenda esses comentários, discordo quando afirmam que os jogadores não sentem a camisola da Selecção. Simplesmente devido à nossa situação geográfica, não temos tido contactos com o hóquei mais evoluído. Daí que, nos confrontos internacionais soframos resultados que são muito disnevelados.

 Falando sobre o Mundial de Barcelos, posso afirmar que a nossa equipa era constituída por miúdos de  14, 15 e 16 anos. Só dois contavam com 19. Quando defrontámos a selecção alemã. eles apresentaram um “cinco”, durante toda a partida, com as idades de 19 anos. Nunca rodaram o o time, embora tivessem no banco jogadores mais jovens.
 Era o desejo deles de “esmagar” a nossa equipa devido à sua superioridade.
 Apesar de todas as carências os nossos rapazes venceram dois encontros e alcançaram uma classificação que de certo ponto de vista nos honra.”
 E qual o espírito dos jogadores após as goleadas?

 “Aceitaram como natural e posso afirmar que não ficaram com um complexo de inferioridade. Mesmo perdendo, afirmaram que da próxima vai ser melhor, pois aprenderam muito, no ponto de vista competitivo.”
 E o que tem a dizer do tal comentário que se tratam de “passeios turísticos”?
 “Discordo uma vez mais, pois aqueles que fazem essas afirmações não estão a par de que os bilhetes de avião são pagos pelos familiares dos jogadores. O resto das despesas são custeadas pelos nossos patrocinadores e com as festas que organizamos para a recolha de fundos. Gostaria de agradecer publicamente essas preciosas ajudas, vindas de Riaan Kruger da Dallmeier, do Mário Ferreira da TMM bem como do Forno da Mealhada, estes foram os principais patrocinadores.

 Também não quero deixar de agradecer, Jorge Agrela da Nessa Engenneering; Luís Madeira da Hybrid Systems; Val Delport, da Delport Gearboxes; Mónica da Canha da Konica Minolta; José Silva, da Masipende; Carla Silva, da JPM Engineering e a Com-ponent, a firma que dirijo com o meu associado.
 Também um obrigado pessoal à Carla Silva, Dean Boniface, Joe e Berna Jardim, David de Sousa, Corina Silva, Candy da Silva, Célia e Bifa bem como  ao Vítor Peleias.
 Sem o apoio dos clubes e dirigentes o hóquei já teria morrido nesta terra.
 Agradeço ao Jorge Agrela e Flora da APF de Vanderbijlpark, ao Tony Rodrigues do Sporting de Joanesburgo, Victor Jardim do Núcleo e Mário Ferreira da ACP de Pre-tória.

 Em Barcelos contámos com o apoio de José da Costa Petro Carreira e de Américo Campêlo,”
 Joaquim Coimbra, há quem sugere trazer equipas de nomeada de Portugal ou de Espanha para divulgar o hóquei entre nós?
 “Não é comportável, pois uma deslocação desse calibre iria custar à organização perto dos 300 mil randes. Onde iríamos buscar esse dinhei-ro…com os nossos estádios vazios?
 Mesmo a nível de futebol, pensaram trazer o FC Porto, o Sp. Braga e o Benfica e os organizadores chegaram à conclusão que iriam perder muito dinheiro.”

 Então qual a solução que antevê para podermos atingir o tal nível desejável?
 “Será voltar a colaborar com Moçambique, nosso país vizinho que no Mundial de San Juan, na Argentina se bateu de igual para igual com a Espanha. Angola, embora o desejasse está fora de questão por causa dos custos das deslocações.
 Tenho tido contactos muito positivos com Nicolau Manjate, presidente da Federação de Hóquei de Moçambique e vamos iniciar esse intercâmbio. Já o tinhamos feito há quatro anos e foi muito positivo para os dois países.”