João Proença (UGT) defende governo de maioria pós-5 de Junho

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João ProençaO secretário-geral da UGT, João Proença, considerou ontem “fundamental” que haja um governo de maioria nas próximas eleições de 5 de junho, e recusou que seja posto em causa o 13º e 14º meses de salário.

  “É fundamental um governo de maioria. Queremos compromissos claros dos partidos para o futuro do país”, afirmou João Proença, na Praça dos Restauradores, em Lisboa, no seu discurso de encerramento da manifestação do Dia do Trabalhador.

  O responsável da UGT deixou um “recado” para a troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Fundo Europeu de Estabilidade Financeira), governo e partidos: “não podemos aceitar mais condições e sacrifícios para os trabalhadores. Vamos responsabilizar aqueles que celebrarem um mau acordo”.

  Perante pouco mais de duas mil pessoas, que se abrigavam da chuva intensa como podiam, João Proença reiterou que os sindicatos afetos à UGT "não aceitam que se ponha em causa o 13º e o 14º meses de salário, a redução do salário mínimo, a quebra dos direitos adquiridos e o respeito pela negociação colectiva".

"São condições indispensáveis para a UGT", acrescentou.

O responsável sindical exigiu ainda o respeito pela Constituição, a regulação efetiva do setor financeiro, o combate à economia paralela e o fim da precariedade no emprego, exigindo do próximo governo "políticas públicas que combatam a especulação e a corrupção".
O seu discurso foi ouvido por vários espetadores políticos, entre os quais o cabeça de lista do PS por Lisboa, Ferro Rodrigues, a ex-ministra da saúde Maria de Belém Roseira e o líder parlamentar do CDS Pedro Mota Soares.