Jardim diz ser fundamental apoiar Cavaco nas Presidenciais

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Cavaco O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, afirmou ontem no Funchal ser “fundamental” apoiar a recandidatura de Cavaco Silva e criticou a veemência com que o cardeal patriarca de Lisboa censurou o Presidente da República.

  “Eu não estou percebendo. Eu também não concordei que o Presidente da República não tivesse tomado uma posição de veto na lei do casamento gay, mas o facto de discordar de um acto do Chefe de Estado não me faz perder a noção do interesse nacional e bem comum”, disse Jardim.
  O líder madeirense falava no Aeroporto da Madeira, onde se reuniu com o primeiro ministro durante uma escala técnica que José Sócrates efectuou na Madeira na viagem de regresso depois de visitar a Venezuela.

  “Percebo que é fundamental apoiar e ser solidário com o Professor Cavaco Silva caso resolva recandidatar-se”, declarou
  Jardim acrescentou ter estranhado “a veemência” da censura do cardeal patriarca de Lisboa a Cavaco Silva: “Noutras ocasiões de agressão a valores e princípios fundamentais não vi, nem senti qualquer efeito de mobilização da sua parte”, afirmou.
  “Quando os valores em Portugal são agredidos, como foram já no caso do aborto e outras circunstâncias, a sua voz é impercetível e de repente, para atacar o Professor Cavaco Silva, vem com esta veemência – acho isto tudo muito estranho”, argumentou.

  “Lamento que esta mania do politicamente correcto e esta questão de caridade para a esquerda chegue a este ponto”, declarou.
  Para Jardim “tudo o que se está a passar fora da área comuno-socialista é um absurdo”.
  O líder madeirense concluiu ser necessário “segurar um candidato para que o poder não caia totalmente nas mãos da área comuno-socialista e dizer a certas pessoas que não façam papéis tristes”.

PARTIDO SOCIALISTA ANUNCIA CANDIDATURA DE MANUEL ALEGRE

  O secretário geral do PS, José Sócrates, propôs ontem, domingo, formalmente, o apoio dos socialistas à candidatura presidencial de Manuel Alegre, disse à agência Lusa fonte da Comissão Nacional deste partido.

  Segundo a mesma fonte, na reunião da Comissão Nacional do PS, José Sócrates foi o primeiro a falar no ponto dedicado à decisão dos socialistas sobre a candidato a apoiar nas eleições presidenciais.
  “O PS é um partido de responsabilidade” e “não se abstém” perante as principais decisões, afirmou José Sócrates, citado por um dos presentes na reunião.

  Com estas palavras, José Sócrates afastou a tese da corrente que defendia que o PS não deveria apoiar nenhum candidato nas eleições presidenciais, dando liberdade de voto aos seus militantes.
  Em relação à candidatura de Manuel Alegre, Sócrates declarou que o seu partido e o candidato partilham um valor comum: “o do progressismo”.
  Regista-se que a decisão do PS apoiar a candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República teve 10 votos contra e uma abstenção.