Japão anuncia congelamento da ajuda a Moçambique

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Japão anuncia congelamento da ajuda a Moçambique

O Japão congelou 100 milhões de dólares, doações e empréstimos a Moçambique devido ao escândalo centrado na contracção de empréstimos não declarados por parte de três empresas públicas, anunciou o representante chefe da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) em Moçambique.

 Katsuyoshi Sudo, citado pela agência noticiosa africana APA, disse que os fundos serão libertados depois do governo moçambicano alcançar um acordo com o Fundo Monetário Internacional, instituição que congelou a ajuda a Moçambique até à realização e divulgação de uma auditoria ao destino dado ao montante dos empréstimos.

 O representante da JICA disse ainda que as relações económicas entre o Japão e Moçambique, país onde os japoneses aplicam anualmente entre 120 milhões e 140 milhões de dólares em doações, empréstimos e financiamento de projectos, não serão afectadas.

 Uma missão do Fundo Monetário Internacional esteve em Maputo, onde permaneceu até dia 19 de Julho, para analisar com as autoridades do país as conclusões da auditoria às dívidas não declaradas efectuada pela Kroll Associates UK.

 O Fundo Monetário Internacional considera que a publicação do resumo dos resultados da auditoria é um passo importante para a transparência relativamente aos empréstimos contraídos pelas empresas Moçambicana de Atum (Ematum) e os não divulgados que envolvem as empresas igualmente públicas Proindicus e Mozambique Assett Management.

 Considera, no entanto, que “persistem lacunas de informação, em particular no que respeita ao uso dos empréstimos”, no valor de dois biliões de dólares, contraídos por empresas públicas detidas pelos Serviços de Informações e Segurança do Estado (SISE) à revelia do parlamento e parceiros internacionais em 2013 e 2014.