Itália aproxima-se de Angola

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 Os Presidentes de Angola e Itália concordaram quarta-feira em Luanda no reforço da cooperação entre os dois países, além do sector petrolífero, em que a italiana ENI tem um papel relevante.

 Após uma reunião conjunta, os dois chefes de Estado destacaram a amizade entre os dois países e salientaram as oportunidades de cooperação que existem.

 “Destacamos o papel que a empresa petrolífera ENI vem jogando ao longo dos anos, mas gostaríamos que empresas italianas de outros ramos de economia tivessem em Angola a mesma presença que tem esta empresa italiana do ramo dos petróleos, precisamos de diversificar o investimento italiano em Angola da mesma forma que precisamos também de passar a conhecer uma maior presença dos investidores angolanos na Itália”, disse João Lourenço.

 Por seu turno, o Presidente italiano, Sergio Mattarella considerou uma honra ser o primeiro chefe de Estado italiano a visitar Angola, o que traduz um “sinal da grande amizade de longa data que une” os dois países “em todas as circunstâncias, principalmente na situação difícil da independência de Angola”.

 O dirigente italiano destacou a cooperação económica com Angola, que podem ser reforçadas em sectores como o agroalimentar, infraestruturas, energias e turismo.

 “Esta colaboração, amizade, é muito mais reforçada pelos contactos deste encontro, eu tive a ocasião de manifestar ao Presidente João Lourenço a minha grande apreciação pelo seu papel fundamental em África e em Angola em prol da estabilidade e da intensificação da colaboração com os outros países”, referiu o chefe de Estado italiano

 No encontro, segundo Sergio Mattarella, foi abordada a colaboração económica entre os dois Estados, sendo consenso que “há muitos sectores” nos quais se pode trabalhar “de forma frutuosa” para desenvolver também mais amizade e mais cooperação.

 “Também registamos a amizade que foi provada pelo acordo de um Memorando de Entendimento, que torna ainda mais intensos os laços de colaboração”, frisou o Presidente italiano, salientando que os dois países têm “muitas razões e muitos âmbitos de colaboração e de amizade”.