Investimento estrangeiro no turismo Moçambicano caiu 40 por cento entre 2008 e 2009

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Investimento estrangeiro

Investimento estrangeiroO investimento estrangeiro no sector do turismo em Moçambique caiu 40 por cento nos últimos dois anos, na sequência da crise financeira internacional, disse em Maputo o ministro do Turismo, Fernando Sumbana.

 O ministro disse ainda que no mesmo período o investimento nacional no sector aumentou 152 por cento, provavelmente devido às campanhas que o governo tem efectuado para que os empresários moçambicanos invistam no turismo.
 Embora o investimento nacional tenha aumentado em termos percentuais, os projectos do empresariado estrangeiro continuam a ter maior peso financeiro na área do turismo, que, segundo Fernando Sumbana, “tem estado a investir elevadas somas em dinheiro”.

O governante moçambicano citou os casos do grupo Rani, dos Emiratos Árabes Unidos, que aplicou 70 milhões de euros num projecto turístico, bem como dos grupos Pestana e Visabeira, de Portugal, que detêm investimentos sobretudo em estâncias turísticas espalhadas pela costa da província de Inhambane, sul de Moçambique.
 “Os empresários moçambicanos têm muitos investimentos, mas são pequenos. Mesmo assim, são esses numerosos investimentos que dão muito emprego e produzem um efeito multiplicador extremamente positivo sobre a economia”, considerou Fernando Sumbana, assinalando que o desafio do governo na área é identificar e explorar novos mercados.

 “Estamos a tentar atrair investimento italiano, sobretudo para fazermos a ligação com os empreendimentos que eles possuem na Tanzânia, Quénia e Uganda. Também temos estado a procurar captar investimentos britânicos”, disse.
 Um estudo sobre o turismo em Maputo, efectuado em 2009 pela Organização de Desenvolvimento Holandesa (SNV), refere que 44 por cento do mercado da capital moçambicana é de origem doméstica, com 148 mil visitantes.