Investigadores discutem no Reino Unido empreendedorismo como via para o regresso a Portugal

0
56
Investigadores discutem no Reino Unido empreendedorismo como via para o regresso a Portugal

Investigadores  discutem no Reino Unido empreendedorismo como via para o regresso a PortugalO empreendedorismo como alternativa à via académica para o regresso a Portugal foi o tema do Luso2011, o quinto encontro de investigadores e estudantes portugueses no Reino Unido, em Nottingham.


 Na mente dos organizadores estiveram as palavras do ministro da Ciência, Mariano Gago, durante o Luso2009, quando citando John Kennedy, disse que as pessoas deveriam perguntar não o que devia o país fazer por elas mas sim o que poderiam elas fazer pelo país.
 Na altura, Gago desafiou os participantes a criarem as suas próprias oportunidades para conseguirem regressar ao país após os estudos ou início de uma carreira no estrangeiro.

 Pedro Telles, um dos responsáveis pela organização do encontro em Nottingham, admitiu que, em edições anteriores, as discussões centraram-se sobre o que se poderia fazer em Portugal e a falta de oportunidades.
 “Este ano queríamos demonstrar que há mais vida para além da carreira puramente académica em que as oportunidades nos aparecem e que temos de agarrá-las”, afirmou.

 Por isso foram convidadas “pessoas com outro perfil e que fizessem o Luso2011 um pouco diferente”.
 É o caso de Rui Moreira, pre-sidente da Associação Comercial do Porto e da Porto Vivo, que “fez muita coisa em Portugal” depois de ter concluído uma licenciatura em gestão de empresas numa empresa britânica e experiências na Noruega e Alemanha.

 Da primeira sessão faziam parte o chileno Claudio Sunkel, director do Instituto de Biologia Molecular Celular, no Porto, Elvira Fortunato, do Centro de Investigação de Materiais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, e Mário Baptista Coelho, professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e cofundador da Renatura, responsável pela criação da central solar de Moura.

 Na segunda parte tiveram lugar três sessões paralelas, uma das quais sobre ciência, conduzida pelo investigador Miguel Soares e o pelo comunicador de ciência David Marçal.
 Ricardo Zozimo e Manuel Forjaz falarão sobre empre-ededorismo social, enquanto o arquitecto Marcos Cruz e o diretor artístico, Fernando Pi-nho, protagonizam a abertura do encontro às artes.
 Steve Lewis, o director e co-fundador da Living PlanIT, um projeto de cidade inteligente e auto-sustentável a criar no concelho de Paredes, que tem como parceiros a Cisco e a Microsoft, culminará um dia inteiro de debates com uma palestra intitulada “Inovação e Empreendorismo Científico e Tecnológico – Oportunidades e Desafios”.

 Como expatriado há cerca de quatro anos, Pedro Telles revê-se no espírito deste encontro.
 Tal como outros compatriotas a estudar ou a trabalhar no Reino Unido, quer manter uma ligação em Portugal, mesmo sabendo que pode ter uma “carreira profissional muito interessante” no estrangeiro.

 Após terminar um doutoramento em Direito, obteve um lugar de professor na universidade de Banghor, no País de Gales, mas identifica-se mais com o empreendedorismo do que com a carreira académica.
 “Quero fazer coisas”, garantiu.