Inundações assolam províncias do Limpopo e Mpumalanga, na África do Sul

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Inundações assolam províncias do Limpopo e Mpumalanga, na África do Sul

Inundações provocadas por chuvas fortes e persistentes nas províncias sul-africanas de Limpopo e Mpumalanga forçaram ao emprego de meios aéreos para salvar residentes refugiados em telhados e árvores em várias localidades durante o dia de quarta-feira.

 Na zona de Hoedspruit, Limpopo, as autoridades disseram que mais de 150 pessoas foram resgatadas de telhados e de copas de árvores, onde procuraram refúgio depois de enxurradas terem submergido residências, escolas e outros edifícios públicos e privados, por helicópteros da força aérea.

 Numa escola de Bushbuckridge, cerca de 60 alunos foram também içados do telhado para os helicópteros militares, depois de as salas de aula e todo o perímetro circundante terem sido inundados num curto espaço de tempo, não permitindo a fuga dos estudantes para zonas mais altas da cidade.
 “A ponte que separa a cidade das instalações da força aérea, a partir das quais opera o esquadrão de helicópteros Orix envolvidos nas operações de resgate foi destruída pela força das águas”, afirmou o porta-voz da Força Aérea, tenente-coronel Piet Paxton.
 Segundo os serviços meteorológicos sul-africanos, a chuva que caiu na região do Limpopo nos últimos dois dias deverá abrandar de intensidade a partir de quinta-feira, prevendo-se por isso uma melhoria da situação.

 As operações de busca e salvamento foram interrompidas ao início da noite de quarta-feira, sendo reatadas às primeiras horas da manhã em várias zonas do Limpopo, a província que faz fronteira, a norte, com o Zimbabwé.
 Na vizinha província de Mpumalanga a situação é igualmente grave, tendo a forte precipitação provocado inundações generalizadas no maior parque nacional sul-africano, o Kruger, que faz fronteira com Moçambique.

 Vários rios que atravessam o parque e que correm na direção de Moçambique galgaram as margens e submergiram pontes e estradas.
 As autoridades foram forçadas a cortar a circulação em várias vias no interior do Parque, que tem uma área aproximada de dois milhões de hectares, tendo vários visitantes sido evacuados por um helicóptero dos Parques Nacionais da África do Sul (Sanparks) e alguns acampamentos encerrados.
 Os portões de entrada de Phalaborwa, Crocodile Bridge e Giriyondo foram encerrados ao trânsito, bem como os acampamentos de turistas de Biyamiti, Shimuwini e Talamati, e a zona de piqueniques de Tshokwane, disseram responsáveis do Parque Kruger.