Instituto Camões e Escola Internacional da ONU em contactos para reforçar ensino do Português

0
68
Instituto Camões

Instituto CamõesO Instituto Camões e a Escola Internacional das Nações Unidas estão em contactos para prolongar e reforçar aulas de Língua Portuguesa naquela instituição de ensino, disse a coordenadora do ensino do português nos Estados Unidos.

 Frequentada sobretudo por filhos de diplomatas da ONU, além de outros estrangeiros e norte-americanos, a escola, localizada em Nova Iorque, oferece desde Fevereiro aulas de português, com apoio do Instituto Camões, uma vez por semana a um grupo de dezena e meia de alunos, sobretudo portugueses e brasileiros, um primeiro passo de colaboração.

 “O protocolo tem de ser estabelecido entre as duas partes interessadas e o conteúdo ainda vai ser objecto de negociação. Aguardo orientações da tutela para darmos continuidade”, disse Fernanda Costa, coordenadora do ensino do português nos Estados Unidos.
 O assunto foi proposto ao Instituto Camões e segundo Fernanda Costa está em desenvolvimento.
 “Deveremos estabelecer um protocolo com a UNIS no sentido de estreitar as relações institucionais já existentes para dar continuidade ao que agora iniciamos”, adiantou.

 O apoio dado ao início das aulas para crianças de até 10 anos, por um professor da Universidade de Princeton (o português Luís Gonçalves), cobre o período até ao fim do ano escolar, em Junho.
 O objectivo principal dos pais portugueses e brasileiros da UNIS era ter aulas extra-curriculares de língua portuguesa para as crianças, que, com o apoio da Embaixada em Washington, chegaram até ao Instituto Camões.

 Magda Vakil, uma das mães portuguesas envolvidas no projecto e que organizou uma noite de cultura portuguesa na UNIS para marcar a introdução da língua, defende um envolvimento permanente entre a escola e o Camões, que permita que as aulas tenham continuidade, mas também um reforço, com maior frequência das aulas e mais níveis de ensino.
 “O programa só está a cobrir as crianças mais novas e há jovens que também teriam interesse” nas aulas de português, disse.