Instituições querem promover arquitectura em Portugal e no espaço lusófono

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Instituições querem promover arquitectura em Portugal e no espaço lusófono

A Casa da Arquitectura e o Conselho Internacional dos Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP) assinaram um protocolo de colaboração que visa estreitar relações e promover o trabalho dos arquitectos do universo lusófono.

 “É muito importante que a rede (de arquitectos de língua portuguesa) possa ter contacto com a Casa da Arquitectura e, se for esse o desejo, que a Casa possa usar a nossa rede”, destacou João Belo Rodeia, presidente do CIALP, no âmbito da assinatura do protocolo, que decorreu na casa de Chá da Boa Nova, Matosinhos, distrito do Porto, projectada pelo arquiteto Siza Vieira e monumento nacional desde 2006.

 Segundo o presidente da Casa da Arquitectura e autarca de Matosinhos, Guilherme Pinto, com este protocolo há “um potencial de observadores sobre o mundo que é fabuloso”, tendo em conta que o CIALP reúne as associações profissionais de arquitectos de países de língua portuguesa, representando cerca de 130 mil profissionais.

 Guilherme Pinto afirmou que um dos trabalho que a Casa da Arquitectura pretende desenvolver no âmbito deste protocolo de colaboração é perceber “quais foram os elementos da cultura portuguesa, especialmente ligados à arquitectura, que foram exportados e que estão espalhados pelo mundo”.

 “Podemos tentar identificar isso através do CIALP”, disse, acrescentando pretender “usar estar força” da rede de arquitectos para saber em que locais existe uma réplica da imagem do Senhor de Matosinhos.

 O autarca destacou que a peça, sendo “a mais antiga imagem de Cristo em tama-nho normal feita em Portugal”, é talvez “o elemento da cultura portuguesa que foi mais exportado para todo o lado, que só no Brasil está presente em três dezenas de igrejas”.

 “Se quiser saber em que outros locais ele está presente tenho aqui uma ferramenta”, através da rede de arquitectos de língua portuguesa espalhados pelo mundo.

 O presidente do Conselho destacou ainda a troca de experiências e conhecimentos com a Casa de Arquitetura, uma instituição que tem por objectivo a promoção e divulgação da arquitectura em geral e dos espólios por si adquiridos.

 “A partir deste momento vamos encontrar sinergias comuns para dar conhecimento das actividades mútuas”, disse ainda João Belo Rodeia.

 Guilherme Pinto manifestou o desejo de realizar uma exposição na Casa da Arquitetura de “projectos que os portugueses levaram mundo fora e que marcam a presença da diáspora e da influência portuguesa”.