Inglaterra derrota Portugal em Barcelos

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Inglaterra derrota Portugal

Inglaterra derrota PortugalErros de estratégia, erros de abordagem, erros pontuais, erros individuais. Tudo somado e Portugal está fora do Europeu Sub-21 de 2011, que se disputa  na Dinamarca, depois de um jogo em que nunca conseguiu incomodar muito uma Inglaterra que venceu por 0-1, garantiu o segundo lugar e ainda sonha com um deslize grego que permita vencer o grupo. A Portugal resta tentar terminar de cabeça levantada.

Daniel Carriço tinha razão na antevisão que fez do encontro, quando lembrou que a Inglaterra detesta o estilo de jogo de Portugal. Com um conjunto muito possante do ponto de vista físico, os ingleses revelaram dificuldades quando os lusos conseguiram colocar a bola à flor da relva.
  O problema esteve, no entanto, aí mesmo. Quase nunca Portugal o conseguiu fazer.
 Os lusos queriam fazer deste jogo o grito de revolta para um apuramento complicado mas possível. Mas foram com sede demais à fonte e ignoraram pelo caminho processos básicos, mas essenciais. Como aqueles que são necessários para efectuar uma transição rápida para o ataque. Portugal ignorou-os, desistindo do futebol apoiado e abusando dos passes longos para um Bebé desamparado e, claramente, em tarde não.

Mas outros erros de percurso foram cometidos. Faltou rasgo e as oportunidades de golo escassearam. Faltou acerto no passe e os dissabores na linha defensiva até poderiam ter sido maiores. Faltou capacidade de choque e os ingleses, peritos na matéria, controlaram.
 Porque, como Carriço disse, para vencer esta turma inglesa é preciso implantar o estilo de jogo português. E Portugal falhou nesse aspecto. Fez o que os ingleses queriam, entrou no jogo físico e directo. Aí, os lusos não tinham, nem nunca tiveram, as mesmas armas.
 A Inglaterra, que, até então, se limitava a suster de forma simples o ataque luso, lembrou-se de arriscar. Deu-se bem. Primeiro ameaçou com um cruzamento de Walker que Sturridge empurrou para a baliza do desamparado Rui Patrício. O assistente marcou fora-de-jogo. Mas a igualdade não permaneceria por muito mais tempo. Pouco depois, aos 32 minutos, André Santos perde uma bola em zona proibida, os ingleses colocam de imediato em Sturridge e este bate Patrício. Agora contou e Portugal foi a perder para o intervalo.

 No segundo tempo, mais um erro. Oceano tardou a mexer no jogo. Fê-lo, praticamente, a meia hora do final, trocando David Simão por Yazalde, que se encostou a Bebé e Ukra na frente. A Inglaterra começou, então, a revelar mais dificuldades para lidar com o ataque português.
 Bebé, agora mais solto no ataque, deu um aviso aos 66 minutos. Louca correria do jogador do Manchester United. O remate, já na área, saiu forte, mas não o suficiente pa-ra enganar Fielding. As bancadas galvanizaram-se e esperava-se uma meia hora final arrebatadora, de uma equipa que tinha de vencer para seguir em frente.
 Mas a promessa acabou por ser vã. Portugal voltou ao estilo atabalhoado do primeiro tempo e foi estrebuchando até cair de vez. Sob o apito final, Delfouneso ainda perdeu o golpe de misericórdia. O sonho do Europeu já faz parte do passado. Amanhã, terça-feira, o encontro com a Macedónia, será apenas um jogo de castigo para uma selecção que deu toda a sensação, ao longo da campanha, de ter material e valor para fazer muito mais.

FICHA DE JOGO:

 Encontro no Estádio Cidade de Barcelos.
 Resultado:
 Portugal – Inglaterra, 0-1.
 Ao intervalo: 0-1.
Marcador:
 0-1, Danny Welbeck, 32 minutos.
 Equipas:

  Portugal: Rui Patrício, João Gonçalves (João Silva, 77), André Pinto, Daniel Carriço, Fábio Faria, André Santos, David Simão (Yazalde, 58), Castro, Bruno Pereirinha, Bebé e Ukra.
Inglaterra: Frankie Fielding, Kyle Walker, Phil Jones, Chris Smalling, Ryan Bertrand, Jordan Henderson, Michael Mancienne (Fabrice Muamba, 74), Tom Cleverley, Danny Welbeck, Daniel Sturridge (Nathan Delfounesco, 90) e Danny Rose.

Árbitro: Michael Lerjeus, da Suécia.
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Frankie Fielding (23), João Gonçalves (75), Bruno Pereirinha (79) e Ryan Bertrand (84).
 Assistência cerca de 6 mil espectadores