Indústria portuguesa de tomate é a 2.ª mais rentável do Mundo

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Indústria portuguesa de tomate é a 2.ª mais rentável do Mundo

A indústria portuguesa de tomate, cuja campanha decorre em Agosto e setembro, espera manter este ano “o alto grau de competitividade” que faz dela a segunda mais rentável do mundo, disse à Lusa fonte do setor.

 “Apesar dos tempos difíceis em que a economia portuguesa se encontra, esperamos manter o alto grau de competitividade, qualidade, inovação e desenvolvimento que caracteriza esta actividade”, afirmou o secretário-geral da Associação dos Industriais de Tomate, Miguel Cambezes.
 Segundo salientou, Portugal é actualmente “um dos maiores” produtores de tomate do mundo e o quinto exportador mundial de produtos de tomate, com vendas de 250 milhões de euros e um valor acrescentado bruto de 80 por cento.
 Em agosto e setembro, período em que decorre a campanha do tomate, cerca de 1,2 milhões de toneladas são colhidas em Portugal para posterior transformação, 95 por cento das quais têm depois destino a mais de 40 países de todo o mundo, desde a Europa, ao Japão e América do Sul.
 No total, o sector gera 6.500 postos de trabalho directos e indiretos no país, sobretudo em zonas do interior, sendo as empresas portuguesas “reconhecidas em todo o mundo pela qualidade dos seus produtos”, assegurou Miguel Cambezes.
 De acordo com a AIT, o agricultor de tomate português é, em termos de rendimento agrícola por hectare, o 2.º maior do mundo, só ultrapassado pela Califórnia, nos EUA.
 O lançamento, este mês e até ao final de setembro, da campanha de 2012, é segundo Miguel Cambezes, “mais um período fundamental para um setor que contribui positivamente para a balança comercial do país, uma vez que exporta quase tudo o que produz”.
 Conforme salienta a associação, o sector português de tomate “está ainda na linha da frente no que concerne ao equipamento que utiliza”.
 A prová-lo, aponta que “a última grande evolução tecnológica que o sector conheceu foi uma máquina cujo protótipo foi desenvolvido em Portugal” sendo que, “das 10 posteriormente instaladas no mundo inteiro, quatro encontram-se no país”.
 “Nos últimos 10 anos foram investidos nas fábricas portuguesas um total de 60 milhões de euros em modernização e inovação”, adianta.