Indicadores da OCDE continuam a apontar sinais de expansão para Portugal

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 OCDEOs indicadores de actividade económica da OCDE continuam a apontar sinais de expansão para Portugal, onde o indicador composto avançado subiu para 101,9 em Dezembro último, mais 0,4 pontos que em novembro. 

 O chamado indicador composto avançado, que serve fundamentalmente para antecipar pontos de inflexão na conjuntura económica futura, aumentou 0,3 pontos em Dezembro no conjunto da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), o que significa um avanço de 2,2 pontos nos últimos doze meses.
 “Os indicadores para a Alemanha (0,2 pontos), Japão (0,7) e Estados Unidos (0,4) apontam para uma tendência de expansão relativamente robusta”, indicou a OCDE, que também refere que esta tendência é moderada no Canadá (0,2), França (0,1) e Reino Unido (0,1).

 Assim, a OCDE entende que os países que integram a organização estão a atravessar um “momento de recuperação do crescimento”, bem como os países que compõem as sete maiores economias do mundo.
 Em Portugal, os 0,4 pontos de crescimento do indicador compósito em Dezembro face a Novembro representam a maior subida desde março do ano passado, quando o mesmo indicador subiu de 101,00 para 101,4 pontos.
 A OCDE indica que os resultados acima de 100 pontos (valor acima do qual Portugal está desde Janeiro de 2010) representam “expansão”. Depois de um crescimento no início do ano, o indicador começou a cair em Portugal de Abril a Setembro, altura em que começou de novo a crescer.
Desde dezembro de 2009 (quando estava nos 99,4 pontos) o indicador compósito avançado para Portugal cresceu 2,5 pontos.

 Em Fevereiro de 2009 este indicador da OCDE para Portugal estava nos 90,7 pontos.
 Apesar do bom clima generalizado, a organização avisa que economias como a China ou a Itália poderão sofrer uma quebra na sua atividade.
 O indicador composto para a China caiu 0,2 pontos em Dezembro e acumula uma descida de 3,4 pontos nos últimos doze meses.
 “Os últimos dados da China apontam para uma queda, invertendo os sinais que tendiam para um crescimento” um mês antes, destacou a OCDE, ressalvando que as estimativas para este país continuam a ser “voláteis”.
 No caso da Itália, o retrocesso em Dezembro foi de 0,1 pontos (1,5 analisando o último ano completo).
 Também se verifica uma tendência para o abrandamento da economia na Índia, cujo indicador caiu 0,5 pontos em dezembro e perdeu 2,1 num ano.

* José Sócrates destaca que crescimento é o dobro do estimado pelo Governo

 O primeiro-ministro, José Sócrates, destacou que o crescimento económico atingiu 1,4 por cento do PIB em 2010, salientando que esse valor é o dobro do estimado pelo Governo e que isso é “o facto mais importante”.

 “Queria chamar a atenção para o facto mais importante. Terminámos o ano de 2010 com um crescimento económico de 1,4 por cento. Quanto é que o Governo no seu orçamento previu de crescimento económico para 2010? 0,7 por cento. Temos o dobro do crescimento em 2010 do que o próprio Governo estimou”, afirmou.

 O Instituto Nacional de Estatítica (INE) avançou que em 2010 o PIB terá aumentado 1,4 por cento em volume face ao ano anterior.
 O primeiro-ministro falava aos jornalistas no Palácio de S. Bento, Lisboa, no final de uma audiência com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que saiu sem prestar declarações à comunicação social.
 Questionado sobre esta re-união, José Sócrates disse apenas que se tratou de uma “reunião de trabalho” de pre-paração do conselho europeu de Março.