Inauguração do Festival português da Lusitolândia em Wemmer Pan

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Inauguração do Festival português da Lusitolândia em Wemmer Pan

Teve lugar na passada quinta-feira, dia 21 de Abril, a abertura oficial do festival anual da Lusitolândia em Wemmer Pan, no sul de Joanesburgo, com a presença do embaixador de Portugal António Ricoca Freire, a cônsul-geral de Portugal em Joanesburgo Luisa Fragoso e cerca de 70 convidados do Lusito para a ocasião.

 O certame estará aberto até ao dia 2 de Maio e a receita reverte a favor da Escola do Lusito, que dá apoio a crianças deficientes mentais.

 Foi mestre de cerimónias o locutor Carlos Silva que abriu a cerimónia chamando o padre Sérgio Durigon, páraco da Igreja de St. Patricks em La Rochelle, para abençoar o evento.

 O padre Sérgio Durigon pediu a todos presentes que se levantassem, orando juntos pa-ra que o festival de 2016 fosse tão bom ou melhor do que o do ano passado.

 Durante a sua pregação focou o tema relacionado com a mensagem de que “Todo aquele que dá, irá receber o dobro”.

 Em seguida o presidente do Lusito, Sérgio Aquino, dirigiu algumas palavras, começando por agradecer a presença do embaixador de Portugal, Ricoca Freire, a cônsul-geral de Portugal em Joanesburgo, Luisa Fragoso, patrocinadores, comunicação social e to-dos os convidados.

 Aquino prosseguiu dizendo: “Temos algo escrito numa parede da Escola do Lusito que diz o seguinte: A única diferença entre tu e eu, é que tu podes ver a minha deficiência e eu não consigo ver a tua. Esta frase serve para nos lembrar que existem pessoas que necessitam da nossa ajuda. E é isso que estamos a fazer diariamente na Escola do Lusito, ajudando pessoas que necessitam da nossa ajuda, do nosso carinho e amor, para que as suas vidas neste mundo possam ser melhor.

 Temos professores profissionais e dedicados, temos um departamento de marketing e de relações públicas muito eficiente, que muito nos orgulha, e tanto a minha Direcção como as Direcções anteriores são o orgulho da nossa comunidade portuguesa na África do Sul.

 O Lusito começou há 37 anos, e o festival português da Lusitolândia há 35 anos. Começámos  este festival que era apenas de um dia, passando depois para um fim de semana, hoje estamos abertos durante 11 dias, e este ano se o tempo nos ajudar esperamos ter cerca de  100.000 a 150.000 entradas pagas.

 Os 10 meses de planeamento nos vários departamentos para montar o festival custa-nos cerca de 5,5 milhões de randes por ano e os custos anuais da Escola do Lusito são de 4,5 milhões de randes. Portanto, se conseguirmos atingir este ano o que atingimos o ano passado ficaremos com um saldo positivo para podermos expandir.

 Estamos neste momento à procura de terreno para podermos mudar a Lusitolândia para lá o mais rápido possível. Também queremos arranjar instalações que possam alojar certas crianças da nossa escola.

 Para terminar só queria dizer que todos estes nossos sonhos não se realizavam se não fosse com a vossa ajuda e suporte, pelo que aqui deixo um muito Obrigado”.

 Em seguida falou o embaixador de Portugal, que começou por dizer:

 “Quero agradecer ao Sérgio as palavras de esclarecimento em relação ao passado e ao presente do Lusitolândia. Como embaixador de Portugal na África do Sul, tenho bastante honra em participar na inauguração da abertura do Lusitolândia 2016.

 O Lusito é muito mais que uma instituição portuguesa na África do Sul. É uma instituição sul-africana criada por portugueses.

 Eu tenho um grande orgulho naqueles portugueses que há 37 anos atrás tiveram esta inspiração de criarem o Lusito e da maneira que ao longo dos anos foram expandindo, evoluindo, muito acima das expectativas que tinham inicialmente.

 O Lusito neste momento tem crianças de todas as nacionalidades. Tem crianças portuguesas, sul-africanas, moçambicanas, tem crianças de várias nacionalidades. Esse é, e tem que ser, o objectivo de uma instituição humanitária, porque numa instituição hu-manitária não pode haver barreiras de nacionalidades, de raças, não pode haver barrei-ras de espécie alguma, apenas o objectivo de ajudar aqueles que mais necessitam,

dando-lhes o máximo de conforto, segurança e amor, sem esperar nada em retorno.

 Uma  obra como o Lusito é um sinal da grandeza da nos-sa comunidade portuguesa na África do Sul.

 Eu, como embaixador de Portugal e a Luisa como cônsul-geral, gostariamos de vos prometer muito mais, mas uma coisa vos posso prometer, é que iremos ser vossos bons advogados, perante as autoridades portuguesas.”

 Ricoca Freire terminou a sua intervenção desejando uma boa Lusitolândia para todos, acrescentando que ele próprio estará a visitar o festival, mas em calças de ganga e uma camisola, portanto incógnito.

 Após os discursos, ficou aberta oficialmente a Lusitolândia 2016, com um jantar tipo buffett, para os convidados.