I Liga portuguesa: Jovem Ruben Neves e Jackson resolvem na estreia do FC Porto

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I Liga portuguesa: Jovem Ruben Neves e Jackson resolvem na estreia do FC Porto

O FC Porto abriu o campeonato de futebol, na sexta-feira com uma vitória (2-0) sobre o Marítimo, triunfo que esconde as dificuldades sentidas pelos "dragões", que ainda não entusiasmaram, como desejou o treinador Julen Lopetegui.

 Num Dragão cheio e entusiasmado, até pela expectativa de recuperar o título perdido para o Benfica, o "benjamim" Ruben Neves (11) abriu o marcador, mas os portistas só serenaram aos 90+4, pelo "habitual" Jackson Martinez.

 A equipa ainda mostrou precisar de muito trabalho, nomeadamente em termos de solidez defensiva, com Fabiano a perceber que vai ter de ser mestre a jogar com os pés, tal o número de solicitações, numa equipa que na partida precisava de um "10" mais "patrão.

 O Marítimo revelou-se uma equipa autoconfiante, solidária e competitiva, à imagem do pedido do técnico Leonel Pontes, que se estreou como treinador principal na Liga.

 O defesa central Martins Indi, os médios Rúben Neves e Óliver e o médio/extremo Brahimi foram as quatro novidades no "onze" portista em relação à época passada, sendo que há mais cinco reforços no banco, nomeadamente o guarda-redes Andrés Fernández, os médios Casemiro e Evandro e os extremos Tello e Adrián López.

 Ruben Neves ganhou a corrida a Casemiro pela posição "seis", pelo que se tornou o mais jovem de sempre a jogar pelo FC Porto na Liga, com 17 anos, cinco meses e dois dias.

 O FC Porto logo quis mostrar serviço e Quaresma (4), sem deixar cair, foi o primeiro a ameaçar o golo, que surgiria logo aos 11: canto na esquerda, Bauer falhou o alívio e a bola sobrou para Ruben Neves, que, liberto, aproveitou para inaugurar o marcador, em estreia de sonho.

 O Marítimo trocava bem a bola, revelava ambição e tentava contra-ataques rápidos, ameaçando por duas vezes na resposta:

 Fabiano mostrou segurança aos remates de Dyego Souza (16) e de Fransérgio (19).

 O FC Porto falhava passes acima da média e faltava-lhe um "10" confiante para o ataque organizado, o que permitia aos insulares, com pressão, manter o adversário em permanente alerta, até porque havia brechas defensivas.

Danilo (28), isolado por Quaresma, viu Salin negar-lhe o golo com os pés, mas a melhor oportunidade pertenceu ao Marítimo, com Edgar Costa (33), só com Fabiano pela frente, a optar pelo passe a Gallo, entretanto cortado pela cabeça oportuna de Alex Sandro.

 Repetidas situações de insegurança defensiva – também provocadas por pressão alta dos madeirenses – valeram os primeiros assobios da época ao FC Porto, que era mais dono da bola, mas nem por isso era perigoso no ataque, permitindo a Salin ir vivendo uma noite de pouco trabalho.

 O trinco Caserimo (57) entrou para o lugar de Herrera – Ruben Neves avançou no terreno para a posição do mexicano -, numa tentativa de serenar o sector recuado: missão cumprida e a equipa subiu no terreno, praticamente acabando também com as ameaças adversárias.

 Só aos 62 os "azuis e brancos" ameaçaram, com Jackson a falhar o remate acro-bático a cruzamento de Quaresma, com o colombiano a ver, minutos depois, a defesa negar-lhe, in-extremis, o desvio na pequena área, após iniciativa vistosa de Brahimi, o reforço que mais deu nas vistas.

 Os adeptos viviam na incerteza até que no último minuto dos quatro de compensação, Jackson Martinez foi lançado por Tello na zona frontal, Salin defende a primeira vez, mas o colombiano recargou e, finalmente, resolveu.