Hillary apela à África do Sul para assumir papel mais influente nas questões africanas e mundiais

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Hillary apela à África do Sul para assumir papel mais influente nas questões africanas e mundiais

A secretária de Estado norte-americana apelou na terça-feira à África do Sul, a principal democracia do continente, para desempenhar um papel mais influente nas questões africanas e mundiais.

 “Estamos à procura de formas de aumentar e aprofundar a nossa parceria. A África do Sul tem muito para dar ao resto do mundo”, disse Hillary Clinton num encontro, em Pretória, com a sua homóloga sul-africana, Maite Nkoana-Mashabane.
 “Quando as crises e as oportunidades surgem, há questões difíceis que temos de resolver em conjunto, desde a proliferação nuclear às mudanças climáticas, crises de segurança, a situação na República Democrática do Congo (RDCongo) ou na Síria”, concretizou Clinton, que terminou na quinta-feira uma vista à África do Sul, a sexta e última etapa de uma viagem a África.
 Fonte do Departamento de Estado adiantou que Clinton quer encorajar “a África do Sul a desempenhar um papel mais forte e mais influente” nas questões mundiais, mesmo sabendo que os dois países nem sempre têm defendido os mesmos pontos de vista.
 Os Estados Unidos e a África do Sul estiveram recentemente em desacordo em questões como as sanções contra o Irão e os conflitos na Síria e na Líbia.
 A África do Sul, que detém um lugar rotativo no Conselho de Segurança da ONU, absteve-se no mês passado numa votação sobre a aplicação de sanções à Síria, proposta de resolução apoiada pelos Estados Unidos e os países da União Europeia.
 Pretória disse que pretendia uma abordagem mais consensual e medidas para levar os rebeldes e o regime a cumprir o plano de paz de Kofi Annan, enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria.
 A África do Sul defende habitualmente negociações mais longas para resolver os conflitos, baseando-se na sua própria experiência e no êxito obtido no processo de transição para uma democracia multirracial.

* Síria: Estados Unidos tentam acelerar fim dos combates – Clinton

 Os Estados Unidos procuram uma forma de acelerar o fim dos combates na Síria e iniciar a transição política, declarou em Pretória a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.
 “Devemos encontrar um meio de acelerar o fim do banho de sangue e o início da transição política”, disse a chefe da diplomacia norte-americana em declarações aos jornalistas, após um encontro com a sua homóloga sul-africana, Maite Nkoana-Mashabane.
 “Devemos ter a certeza de que trabalhamos bem com a comunidade internacional para ter a certeza que esse dia vai chegar (…) Podemos começar a discutir e começar a planear o futuro”, declarou Clinton, questionada sobre o futuro político da Síria.
 “A intensidade dos combates em Alepo, as deserções mostram como é imperativo trabalharmos juntos para um bom plano de transição”, afirmou Clinton.
 A secretária de Estado apontou ainda a urgência de dar ajuda humanitária “aos que sofrem na Síria e aos que fogem do país” e são “mais de dia para dia”.

* Hillary Clinton elogia “lição” de Nelson Mandela na África  do Sul

 A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que esteve a semana passada na África do Sul, elogiou o exemplo de Nelson Mandela, por ter sabido perdoar e assim dar “a maior lição” de humanidade.
 Num discurso, numa universidade da Cidade do Cabo, Hillary Clinton apelou aos sul-africanos para seguirem o exemplo do ex-Presidente e ícone da luta contra o regime  do “apartheid”.
 A secretária de Estado norte-americana recordou as palavras de Mandela quando foi libertado, após 27 anos de prisão, sobre a necessidade de “fazer uma escolha” entre o ódio e a reconciliação.
 “Essa é a verdadeira herança do presidente Mandela: chamar-nos a todos para completar o trabalho que ele começou, ultrapassar os obstáculos, as injustiças, os maus tratos, que todos, incluindo cada um de nós, encontraremos nalgum momento da nossa vida”, resumiu Clinton, perante estudantes universitários e convidados.
 “Isso é o que a África do Sul deve continuar a fazer: continuar a lutar pela dignidade humana, pelo respeito, por elevar as pessoas e dar a oportunidade às crianças, a cada menino e a cada menina, de realizarem o potencial que Deus lhes deu”, defendeu Clinton.
 A chefe da diplomacia americana lembrou ainda que Mandela convidou três dos guardas prisionais de Robben Island para o almoço que se seguiu à posse como primeiro Presidente negro da África do Sul, em 1994, porque souberam tratá-lo com dignidade.
 Clinton, que em 1994 assistiu à cerimónia histórica, como mulher do Presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, contou ainda que se sentiu honrada por ter podido almoçar com Mandela, actualmente com 94 anos, na aldeia rural natal, em Qunu, no sudeste do país.
 “O homem que tanto fez pela história de uma África do Sul livre nunca deixou de pensar no futuro da África do Sul”, realçou.
 Hillary Clinton esteve a realizar um périplo pelo continente africano, que terminou na sexta-feira e começou no Senegal e prosseguiu pelo Sudão do Sul, Uganda, Quénia, Somália e Malawi. A secretária de Estado esteve na África do Sul e passou ainda pelo Gana, pela Nigéria e pelo Benim.