Há menos portugueses a ir para fora no fim de ano mas Cabo Verde e Brasil continuam a ser destinos

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Há menos portugueses a ir para for a no fim de ano mas Cabo Verde e Brasil continuam a ser destinos de eleição

Os portugueses vão viajar menos na passagem de ano, mas os que o vão fazer elegem, sobretudo, Cabo Verde e Brasil como destino para o ‘réveillon’, disse à Lusa o pre-sidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo.

 Pedro Costa Ferreira disse à Lusa que, no global, as reservas de viagens que se registam para o fim de ano apontam para um cenário em tudo “semelhante à forma como correu 2012”: os portugueses fizeram menos viagens, opta-ram por férias mais curtas, destinos menos longínquos e, sobretudo, gastaram menos.

 No final deste ano, as agências de viagens esperam uma queda de 5% no número de passageiros e de 10% no vo-lume de negócios, face a 2011, penalizados pela procura do mercado interno, segundo o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo.

 Fruto da conjuntura, “os portugueses estão a adaptar o seu rendimento, a realidade económica, às suas escolhas – e por consequência a oferta disponível nas agências de viagens -, optando por pacotes de férias mais acessíveis, face a outras escolhas do passado. Cabo Verde conquistou os portugueses durante todo o ano e agora não vai ser excepção.

 No geral, para a passagem de ano, “os destinos eleitos basicamente são os mesmos, com a diferença da Madeira e do Algarve [para onde se adivinha uma menor procura]. Cabo Verde e Brasil estão bem em termos de reservas, estes dois países registam sempre picos de procura no fim de ano”, disse o presidente da APAVT.

 “Os ‘charters’ [para estes paí-ses] estão a correr bem”, acrescentou Pedro Costa Ferreira, admitindo, no entanto, que a oferta disponível também apresenta uma menor capacidade do que há alguns anos atrás, antes da crise.

 De resto, para quem não pode optar por viagens ao es-trangeiro, mas que ainda as-sim quer sair no fim de ano, as agências de viagens só agora começam a vender mais o destino Portugal – “com opções um pouco por todo o país”, segundo o responsável – já que estes turistas normalmente só se decidem mais à última da hora.

 O mesmo disse à Lusa o responsável pelo operador Sol-férias, Nuno Mateus. “Para os destinos de Portugal continental é difícil ainda fazer uma comparação com o ano passado, pois a procura começa agora”, disse, acrescentando que “há vários programas” de norte a sul do país a serem desenhados.

 Num balanço, Nuno Mateus diz que “o fim de ano está a correr bem”, embora os “portugueses tenham começado a fazer escolhas mais baratas”, disse.

 Na Solférias, o destino Cabo Verde está esgotado, são cerca de 440 lugares para a Ilha do Sal e Boavista, o mesmo acontecendo com o ‘charter’ [voo fretado] para Maceió e Natal, no Brasil.

 Em termos nacionais, a procura para a Madeira “tem es-tado a recuperar”, disse, com a Solférias a ter para já cerca de 100 lugares vendidos. “As reservas estão a aumentar, mas ainda há disponibilidade, não se chegou ao nível dos anos anteriores”, disse.