Guiné-Bissau inicia prospecção de petróleo em 2021

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2021 será o ano para desfazer todas as dúvidas sobre se a Guiné-Bissau poderá vender petróleo no mercado internacional. É o que afirma o director-geral da petrolífera estatal guineense Petroguin.

  Ainda sem data ou mês marcado para o arranque dos trabalhos de perfuração dos blocos, a Guiné-Bissau aponta 2021 como o ano dissipar todas as dúvidas sobre se existe ou não petróleo suficiente que possa ser vendido no mercado internacional

  “Ainda é muito cedo para afirmar que temos petróleo em solo guineense. Mas em 2021 vamos tirar todas essas dúvidas”, afirmou Danilson Ié, director-geral da petrolífera guineense Petroguin.

  “É a mesma bacia petrolífera que passou pelo Senegal, Mauritânia, Guiné-Conacri e Gâmbia. Todos esses países já descobriram petróleo, só falta mesmo a Guiné-Bissau fazer a pesquisa.”

  Neste momento, ainda há três blocos livres no “offshore”, mas a corrida às licenças de prospec-ção continua, segundo confirma a petrolífera.

 

* Faltava legislação

 

  Os trabalhos atrasaram por falta da aprovação de pacotes legislativos por parte do governo e da sua promulgação pelo presidente da República, refere Danilson Ié. Agora, “todos esses procedimentos já foram feitos e estamos à espera dos parceiros para iniciarmos a perfuração no próximo ano. Não fosse a Covid-19 já estava feito o furo”, afirma.

  O presidente Umaro Sissoco Embaló promulgou vários diplomas legais que permitem que se avance para a fase de perfuração nas zonas “offshore” em que se acredita existir petróleo. O Governo extinguiu duas licenças de prospecção, mas concedeu outra licença e estendeu a validade de três.

 

* Acordos já assinados

 

  A Petroguin já autorizou várias empresas estrangeiras, de vários países, a iniciar a prospecção de hidrocarbonetos em 11 dos 14 blocos no “offshore”. Os acordos foram assinados no final de setembro em Bissau.

  “Cada um desses parceiros faz o seu trabalho técnico, sem custos para o Estado da Guiné-Bissau. Depois desse trabalho vamos para a fase de construção de furos. Enquanto não tivermos a descoberta comercial, todo esse trabalho não terá custos para o país.”

  Só “depois da perfuração é que se saberá se o petróleo que temos tem o valor comercial ou não. Por causa da pandemia não iremos começar logo no início de 2021. Vamos reunir a direção para acertar a data”, avança Danilson Ié à DW.

  O director-geral da petrolífera guineense Petroguin acrescenta que, pelas informações de que dispõe dos técnicos, tudo indica que o país tem petróleo suficiente para poder vender no mercado internacional, embora estudos desenvolvidos por empresas estrangeiras há mais de 20 anos não revelem a existência daquele recurso com valor comercial.