Guebuza considera improvável existência de campos de treinos para terroristas em Moçambique

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Armando Guebuza

Armando GuebuzaO presidente moçambicano, Armando Guebuza, considerou “improvável” a existência de campos de treino para terroristas em Tete (Centro) e Nampula (Norte), mas exortou os serviços de defesa e segurança a estarem “muito atentos”.

 “Nós não temos conhecimento disso. Não me parece provável que isso aconteça, mas os órgãos ligados à defesa e segurança em Moçambique devem estar muito atentos a essas questões”, disse aos jornalistas o chefe de Estado moçambicano.
 A existência de três campos de treino para terroristas, nomeadamente da Al-Qaida e da Al-Shabaab, foi noticiada pela página oficial do jornal sul-africano Sunday Times, com base num relatório entregue pela Fundação NEFA ao Congresso norte-americano.

 Armando Guebuza manifestou cepticismo, em Nice, França, onde participou na 25.ª Cimeira África-França, um evento de dois dias.
 Contudo, o chefe de Estado admitiu que as autoridades moçambicanas vão lançar uma investigação para apurar a denúncia.
 As informações sobre eventuais planos terroristas foram entregues pelo director da NEFA, Ronald Sandee, ao Congresso norte-americano, num relatório que alerta as autoridades para a possibilidade de ocorrerem ataques durante o Mundial de Futebol na África do Sul e que contém pormenores sobre os campos de treino.
 De acordo com a fundação, “os membros treinados nestes campos podem ter viajado para a África do Sul para se juntarem ou formarem células que planeiam ataques ao Campeonato do Mundo”.

 A NEFA baseia-se em fontes ligadas aos serviços de inteligência e em entrevistas com especialistas em segurança que sugerem que as autoridades têm instalado um “falso sentimento de segurança” e que confirmaram a existência de três campos em Moçambique, bem como a presença de operacionais da Al-Qaida e da Al-Shabaab.

 “Os órgãos de defesa e segurança em Moçambique trabalham em colaboração muito estreita com os órgãos de defesa e segurança da região e, por conseguinte, há troca de informações e, até agora, nós não temos conhecimento ao nível da região de algo dessa natureza”, disse o presidente moçambicano.

 O porta-voz da Polícia moçambicana, Pedro Cossa, também negou existirem campos de treino para terroristas no país e acusou “algumas pessoas” de não estarem “interessadas” que o Mundial de Futebol na África do Sul “seja um sucesso”.