Grandes bancos internacionais asseguram sucesso do aumento de capital do BCP

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Grandes bancos internacionais asseguram sucesso do aumento de capital do BCP

Grandes bancos internacionais asseguram sucesso do aumento de capital do BCPO BCP assinou o contrato de tomada firme da operação de aumento de capital do banco com dois bancos europeus, Credit Suisse e Deutsche Bank, e dois bancos norte-americanos, JP Morgan e Morgan Stanley.

 “Acabou de ser assinado pelo Millennium bcp – representado pelo vice-presidente Paulo Macedo e pelo administrador António Ramalho – o contrato de tomada firme da operação de aumento de capital do Millennium”, informou o banco liderado por Santos Ferreira.
 Os tomadores são o Credit Suisse, o Deutsche Bank, o JP Morgan e o Morgan Stanley, conforme consta do comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 O BCP destaca que “trata-se de um sindicato particularmente significativo, dado que é composto por quatro dos seis maiores bancos de investimento no mercado primário de acções, com um excelente ‘track record’ em colocação de operações deste tipo”.
 Adicionalmente, “há uma clara dispersão geográfica, sendo dois bancos americanos e dois europeus (um suíço e outro da zona euro)”, realçou o BCP.
 Ao sindicato de ‘joint bookrunners’ poderão associar-se alguns bancos que já demonstraram interesse em participar como simples tomadores firmes da operação, revelou o maior banco privado português.

 Os accionistas do BCP aprovaram em assembleia-geral (AG) um aumento de capital do banco de 1.120,4 milhões de euros, com 99,84 por cento de votos favoráveis à operação.
Ainda assim, haverá lugar a uma oferta pública de troca na sequência da operação, caso a subscrição da mesma supere os 75 por cento das acções disponíveis, e o aumento de capital será reforçado em mais 250 milhões de euros, para um máximo de 1,37 mil milhões de euros.

 A primeira fase da operação de aumento de capital passa por um aumento de 120,4 milhões de euros, através da incorporação de reservas do prémio de emissão, mediante a emissão de novas acções sem valor nominal, conforme explicou aos accionistas o administrador António Ramalho.
 A segunda fase passa pela conversão de dívida em capital, através da oferta pública de troca, onde serão entregues novas acções aos detentores de valores mobiliários perpétuos subordinados com juros condicionados, uma operação que permitirá um aumento de capital de mil milhões de euros.
 “Se trocarem menos de 75 por cento, a emissão irá até mil milhões. Se for superior, o valor estende-se para 1,25 mil milhões”, declarou.

 Caso a oferta pública de troca fique aquém dos 75 por cento, os acionistas do BCP subscrevem o montante remanescente até completar mil milhões de euros e, caso seja acima dos 75 por cento, o aumento de capital em numerário será reforçado em 250 milhões de euros, a que corresponde a terceira etapa desta “operação tripla”.