Governo sul-africano encerrou 20 fronteiras terrestres

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O Presidente da República anunciou na segunda-feira. 11 de Janeiro, que a África do Sul vai encerrar 20 postos de fronteira terrestres, incluindo o posto de Lebombo, na fronteira com Moçambique, até meados de Fevereiro para reduzir o contágio pela covid-19.

O Presidente da República anunciou na segunda-feira. 11 de Janeiro, que a África do Sul vai encerrar 20 postos de fronteira terrestres, incluindo o posto de Lebombo, na fronteira com Mo-çambique, até meados de Fevereiro para reduzir o contágio pela covid-19.

  “Isso expôs muitas pessoas à infecção enquanto esperavam para serem processadas e tem sido difícil garantir a aplicação dos requisitos de saúde para entrada na África do Sul, com muitas pessoas a chegarem sem o teste à covid-19”, disse o chefe de Estado sul-africano numa comunicação ao país.

  Nesse sentido, Ramaphosa referiu que “para reduzir o elevado nível de transmissão do vírus”, a principal fronteira com Moçambique, juntamente com mais 19 postos de fronteira terrestres, vão encerrar até 15 de Fevereiro para “entradas e saídas gerais”.

  “Entre os quais se inclui os seis postos de fronteira mais movimentados, que são Beitbridge, Lebombo, Maseru Bridge, Oshoek, Ficksburg e Kopfontein”, declarou.

  “Todavia, as pessoas serão autorizadas a entrar ou sair do país através das fronteiras terrestres apenas em circunstâncias restritas, nomeadamente para transporte de combustível, de mercadorias, atendimento médico de emergência, retorno de cidadãos sul-africanos e residentes permanentes ou outros com visto válido, saída de estrangeiros, diplomatas e estudantes de países vizinhos na África do Sul”, salientou.

  A medida não afecta os voos internacionais que continuam a ser permitidos no âmbito das medidas de confinamento de nível 3 anunciadas a 28 de Dezembro pelo chefe de Estado sul-africano, explicou fonte governamental.

  O Presidente Ramaphosa disse que o seu executivo decidiu alargar as normas de confinamento de nível 3 até 15 de Fevereiro, alterando o recolher obrigatório, que passa a ser das 21:00 até às 05:00, frisando que a venda de álcool continua a ser proibida no país.

  “É necessário manter as medidas de alerta de nível 3 em vigor até que tenhamos ultrapassado o pico de novas infecções e tenhamos a certeza de que a taxa de transmissão caiu o suficiente para nos permitir aliviar com segurança as restrições actuais”, frisou.

  Ramaphosa indicou que desde o início do novo ano, a África do Sul contabilizou 190.000 novos casos de infecção e 4.600 mortes até ao momento (11 de Janeiro), elevando para 1,2 milhões o número total de pessoas infectadas com o novo coronavírus.

  De acordo com o Presidente sul-africano, mais de 15.000 pessoas encontram-se hospitalizadas com covid-19, sendo que um terço dos quais requer oxigénio.

  “A nova variante do vírus transmite-se mais rapidamente, a pressão sobre os hospitais é se-vera”, vincou Ramaphosa, apelando aos sul-africanos a aderirem às medidas de confinamento para abrandar as infecções.

  As províncias do KwaZulu-Natal, Cabo Ocidental, Limpopo e Mpumalanga, são as mais afecta-das pela doença, segundo o Presidente.

  O chefe de Estado disse que a África do Sul vai vacinar 67% da população, sendo que 10% da população será através do programa Covax da Organização Mundial de Saúde, acrescentando que o executivo assegurou também 20 milhões de doses por adjudicação direta, contando ainda adquirir nos próximos meses vacinas para a covid-19 através da União Africana (UA).

  “Como presidente da União Africana, iniciamos um grupo de trabalho para a aquisição de vacinas para a África fornecer doses de vacina para o continente, estas vacinas serão adquiridas a granel e os países africanos poderão solicitar doses de vacina a partir desta ‘pool'”, afirmou.

  “Estima-se que o continente africano precisará de 1,5 biliões de doses para imunizar 60% da população”, frisou.

  “Temos uma estratégia de vacinação nacional que será mais eficiente que o nosso programa de HIV-Sida”, declarou.

  O líder sul-africano assegurou que “qualquer vacina da covid-19” será “aprovada pela entidade reguladora”, indicando que na primeira fase do programa de vacinação contra a doença, cuja data não precisou, o Governo conta vacinar 1,2 milhões de profissionais da saúde.

  Numa segunda fase, referiu, a economia mais desenvolvida de África conta imunizar 16 milhões de pessoas, nomeadamente idosos, sem-abrigo, reclusos e pessoas com mais de 60 anos.

  Na fase 3 do programa de vacinação contra a covid-19 anunciado, a África do Sul prevê vacinar cerca de 22,5 milhões de pessoas, segundo Ramaphosa.

  “Teremos então alcançado cerca de 40 milhões (67%) de sul-africanos, o que é considerado imunidade de grupo”, referiu.