Governo sul-africano e produtores de carne de frango procuram novos mercados de exportação

0
53

 Os importadores de carne manifestaram optimismo sobre o fim das “guerras do frango”, depois de vários represetantes do sector terem manifestado a sua oposição a um pedido da Associação Sul-Africana de Avicultura (Sapa) para a imposição de tarifas mais elevadas nas importações de frango, citando que as actuais não conseguiram proteger a indústria local face aos preços practicados pelos produtores de frango estrangeiros.

 De acordo com o porta-voz do ministério do Comércio e Indústria, Sidwell Medupi, “a indústria começou a trabalhar com o governo para abrir novos mercados de exportação para a produção nacional”.

 Paul Matthew, CEO da Associação de Importadores e Exportadores de Carne (AMIE), em declarações ao diário Citizen, disse que “a África do Sul está apta para beneficiar de uma estratégia nacional de avicultura”.

 Segundo o jornal, as declarações daquele responsável ocorrem depois de uma reu-nião entre representantes do sector, o ministro do Comércio e da Indústria, Ebrahim Patel, e com a ministra da Agricultura, Thokozile Didiza.

 Os importadores, que se manifestaram contra a tarifa proposta, alegam que a medida “poderá originar perda de emprego e o aumento do preço dos alimentos”.

 Os produtores sul-africanos, por outro lado, alegam que o mercado local está a ser vítima do “dumping de frango”.

 Os sindicatos apelam “a regras de importação mais rigorosas, uma vez que representa uma ameaça aos empregos na indústria”.

 O sindicato dos trabalhadores da indústria Alimentar e derivados (Fawu) referiu que “as tarifas não foram fixadas como a solução final”.

 “Nós também apresentámos uma argumentação relativamente às tarifas que não são a resposta final para limitar o dumping de frango, porque outros países podem pagar tarifas mais altas e continuar a despejar mais frango no nosso mercado, o que afectará ainda mais os fornecedores locais”, salientou.

 A Comissão de Administração do Comércio Internacional está actualmente a averiguar se o aumento tarifário proposto de 37% para 82%, para produtos de frango, é justificado.