O governo português congratulou-se no sábado com o acordo alcançado entre os Estados Unidos da América e a Rússia em relação ao plano de eliminação das armas químicas da Síria.
Num comunicado enviado à agência Lusa, onde “se congratula” com o acordo, o Governo sublinha que “este passo importante corresponde aos esforços que Portugal, tal como os seus aliados e parceiros europeus, tem defendido e vivamente encorajado no sentido de uma solução diplomática que pudesse vir a congregar um amplo consenso internacional, alicerçado nas Nações Unidas”.
Os EUA e a Rússia chegaram a acordo sobre um plano de eliminação das armas químicas sírias que dá uma semana a Damasco para apresentar a lista destas armas e prevê a adopção de uma resolução da ONU.
Na nota divulgada, o Governo salienta que “cabe agora ao regime sírio cumprir na íntegra, sem subterfúgios ou tergiversações, as obrigações definidas nesse acordo, designadamente a entrega no prazo de uma semana de uma lista com o inventário de todo o seu arsenal químico”.
No entanto, o Governo português considera que “uma forte mobilização internacional continua a ser indispensável para uma resolução urgente do trágico conflito que desde há mais de dois anos tem martirizado o povo sírio e aumentado a instabilidade na região”.
Também no sábado, o presidente dos EUA, Barack Oba-ma, se tinha congratulado com o acordo, sublinhando que, caso o regime do presidente Bashar al-Assad não cumpra o acordo alcançado, “os Estados Unidos da América continuam preparados para agir”.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, também de congratulou com o acordo russo-norte-americano, manifestando esperança de que este conduza “a esforços para acabar com o terrível sofrimento” dos sírios, afirmou um porta-voz da Organização das Nações Unidas.
Também o chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, elogiou o acordo saído de Genebra, classificando-o como “um passo importante”.
Por seu turno, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, publicou na rede social Twitter uma mensagem de apoio ao acordo.
Da mesma forma, o Governo alemão também saudou o acordo e manifestou a confiança de que este aumente as oportunidades para uma solução política do conflito.
Segundo o acordo agora alcançado, inspectores deverão estar no terreno, na Síria, até Novembro, com o objectivo de eliminar as armas químicas do país até meados de 2014.
De acordo com as Nações Unidas, o conflito na Síria – em que a contestação popular ao regime degenerou em guerra civil – fez mais de 100 mil mortos desde 2011 e perto de dois milhões de refugiados, que têm sido acolhidos sobretudo na Jordânia, Turquia e Líbano.



































