Governo moçambicano interditará circulação de veículos não inspeccionados

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Governo moçambicano interditará circulação de veículos não inspeccionados

Governo moçambicano interditará circulação de veículos não inspeccionadosO Governo moçambicano anunciou que a partir de Julho vai interditar a circulação de veículos não inspeccionados, mas a Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO), proprietária dos “chapas”, defende que a medida “não deve paralisar o país”.

 O Instituto Nacional de Viação (INAV) de Moçambique afirmou que no dia 1 de Julho exigirá a todos os automobilistas a ficha de inspecção de veículos, ameaçando sancionar os que não possuírem o documento, incluindo os transportes semi-colectivos, vulgos “chapas”.
 Dados do INAV indicam que Moçambique tem, actualmente, um parque automóvel estimado em 380 mil viaturas, mas, desde o arranque do processo de inspecção de veículos, a 1 de Fevereiro do ano passado, cerca de 100 mil carros foram inspeccionados.

 Falando à Lusa, o vice-presidente da FEMATRO, Luís Munguambe, disse que a sua agremiação defende o arranque gradual do processo, considerando, contudo, que “as inspecções que começam no dia 1 de Julho não devem, de forma alguma, paralisar o país”.
 “Não pode chegar um aparato da polícia e fechar a estrada. É preciso dar tempo às pessoas. Se todos os carros que ainda não fizeram inspec-ção e que circulam neste país tivessem que ir à inspecção, mesmo que se trabalhasse 24 horas por dia não iam os carros acabar”, disse Luís Munguambe.
 Segundo o INAV, a assistência conjunta de viaturas vai, a partir de Julho, obedecer a diversas tipologias de inspecção.
 Os automóveis que denotarem deficiências susceptíveis de pôr em risco a segurança rodoviária têm um prazo de 60 dias para a correção do problema, arriscando-se a ficar fora da circulação caso os defeitos prevaleçam.

 No entanto, a FEMATRO apela à redução do número de exigências feitas pelas autoridades moçambicanas durante a inspeção dos veículos, por serem “excessivas”.
 “Há um conjunto de detalhes que se deve ter em conta, as pessoas devem ter a sensibilidade de que há problemas nas vias rodoviárias em Moçambique e há algumas localidades em que não se pode, de forma alguma, pensar que se deve impor o tipo de exigência que se faz em relação às cidades”, disse.

 “É bom que a inspecção arranque, mas é bom também não pensar que o que não se fez em muitos anos tenha de ser feito em poucas horas”, concluiu Luís Munguambe.
 Os acidentes de viação em Moçambique causam um prejuízo anual de cerca de 50 milhões de euros.