Governo moçambicano e Total assinam acordo para segurança do projecto de gás natural em Cabo Delgado

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 O Governo moçambicano e a Total assinaram um memorando de entendimento para uma força conjunta para a segurança do projecto de gás natural do consórcio da multinacional francesa em Cabo Delgado, norte de Moçambique, anunciou a empresa.

  Em comunicado divulgado na segunda-feira 24 de Agosto, a Total avança que o acordo preconiza que o consórcio – Total E&P Mozambique Área 1 – preste apoio logístico à força conjunta.

  Por seu lado, as autoridades moçambicanas devem assegurar que a força conjunta actue de acordo com os Princípios Voluntários sobre Segurança e Direitos Humanos (VPSHR), um conjunto de padrões internacionais que regulam a relação entre empresas do setor extrativo, forças de defesa e segurança e comunidades.

  O ministro dos Recursos Minerais e Energia moçambicano, Max Tonela, citado na nota, manifestou “orgulho” com o memorando de entendimento, enfatizando a criação de condições de segurança para o desenvolvimento de projectos de gás natural na província de Cabo Delgado.

  “Este memorando de entendimento reforça medidas de segurança e esforços para a criação de um ambiente operacional seguro para parceiros como a Total, que permita o seu investimento contínuo na indústria moçambicana, para pequenas e médias empresas e para as nossas comunidades”, declarou Max Tonela.

  O director-geral da Total em Moçambique, Ronan Bescond, disse que, “tendo em conta a situação de segurança em Cabo Delgado, a prioridade é garantir a segurança dos trabalhadores e das operações do projecto”.

  “Reconhecendo os benefícios que o projecto Mozambique LNG trará para as comunidades locais, o país e todas as partes envolvidas, a Total e o Governo de Moçambique estão empenhados em assegurar progressos contínuos rumo à entrega bem-sucedida do projecto”, disse Ronan Bescond.

  A província de Cabo Delgado é alvo de ataques por grupos armados desde outubro de 2017, que já causaram a morte de, pelo menos, 1.059 pessoas em quase três anos, além da destruição de várias infraestruturas.

  De acordo com as Nações Unidas, a violência armada levou à fuga de 250.000 pessoas de distritos afectados pela insegurança, mais a norte da província.

  A autoria de algumas das acções armadas em Cabo Delgado já foram reinvidicadas pela organização “jihadista” Estado Islâmico.