Governo moçambicano considera FACIM um sucesso

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FACIM

FACIMOs empresários portugueses que participaram na Feira Internacional de Maputo, FACIM, saíram satisfeitos apesar dos recentes confrontos na capital do país, que tiveram efeitos no certame.

 “É óbvio que a feira não teve tanta gente como seria de esperar, mas não é tanto o número global de visitantes mas sim o de profissionais que interessa, e desse ponto de vista fizeram-se contactos e alguns regressam em breve e encontraram aqui parcerias e oportunidades”, disse o director do escritório a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) em Maputo, Fernando Carvalho.
 A FACIM devia ter encerrado no domingo mas só fechou terça-feira as portas, depois de a organização ter prolongado o certame por mais dois dias, para compensar o facto de ter fechado devido às manifestações nas ruas de Maputo, das quais resultaram mais de dez mortes, segundo os números oficiais.

 Num balanço de pouco mais de uma semana de feira, o responsável do AICEP disse que “nenhum empresário” considerou a feira “um fiasco”.
 “Na avaliação que fiz informalmente nenhum disse que correu mal. É certo que houve contactos que não puderam ser feitos, mas sábado e do-mingo, e ainda segunda-feira foram feitos contactos”, disse Fernando Carvalho.
 Questionado sobre se os tumultos poderão ter uma repercussão negativa nos investimentos externos em Moçambique, o director afirmou que nenhum empresário sentiu uma insegurança excessiva, mas acrescentou que “todos sentiram que é preciso ter em atenção que há factos que é preciso ponderar numa deci-são de ir para Moçambique”.

 “Todos dizem que é preciso ter em atenção estes factores, porque não é um mercado completamente estável, mas não me parece que seja isso que afecte verdadeiramente a credibilidade e que não se possa fazer aqui bons negócios”, disse.
 Fernando Carvalho distinguiu entre os empresários que estiveram na FACIM e os empresários portugueses que estejam a pensar ir investir em Moçambique e que viram as imagens dos tumultos na televisão.
 “Em Portugal o que se viu foi uma imagem mais degradada. Desse ponto de vista foi mau para potenciais investidores, que não estavam aqui”, afirmou.