Governo do Líbano entre as entidades interessadas em carro eléctrico português

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Governo do Líbano

Governo do LíbanoO governo do Líbano é um dos interessados num projecto português para a concepção e produção de um carro elétrico da categoria L7 (de matrícula amarela), desenvolvido pelo CEIIA e apresentado na Cimeira Mundial da Energia em Abu Dhabi.

 “Há várias entidades interessadas na transferência de tecnologia associada ao carro, uma delas ligada ao Governo do Líbano, bem como contactos de entidades interessadas em representação no Abu Dhabi quer para a comercialização do carro quer para a produção do próprio carro eléctrico português”, disse Manuel Oliveira, director de prototipagem do CEIIA (Centro de Engenharia e Inovação para a Indústria Automóvel.

No stand de Portugal na Cimeira Mundial de Energia foi um pequeno carro branco e azul quem chamava mais a atenção dos visitantes. Trata-se ainda de “um primeiro exercício de estilo para apresentar aos parceiros algumas tecnologias, um carro de apresentação”, mas o CEIIA conta entrar em produção no segundo semestre de 2012.
 “Sabemos que vai ser um carro de três lugares, 100 por cento eléctrico, com uma autonomia alvo de 100 quilómetros e uma velocidade máxima de 80 quilómetros/hora. E numa primeira fase será um carro L7 (matrícula amarela), categoria abaixo da M1 (à qual corresponde a matrícula branca normal)”, completou o mesmo responsável.

 O carro também terá “tracção traseira, entre 2,50 e 3,10 metros, ou seja semelhante a um Smart mas mais pequeno até”. Um carro exclusivamente de cidade, pela autonomia e pela interdição de rolar nas autoestradas, como todos os L7.
 De momento não tem outro nome senão “Mobicar” – já que entra na lógica do consórcio constituído para a mobilidade eléctrica em Portugal, a Mobie -, mas poderá chegar ao mercado com outra denominação.

 O CEIIA prevê projectar um “chassis modular comum a várias plataformas (passageiros, carga)” e apesar de ainda não estar preocupado com as questões de engenharia, admite que “numa primeira fase caberá à indústria portuguesa fornecer as peças para o carro”.
 Com menos de um mês de trabalho não há ainda preços definidos, apenas um calendário até ao primeiro carro rolar.

 “Entre Outubro e o final do ano deveremos ter o carro zero, o primeiro protótipo funcional, que será apresentado, e até março, meados do próximo ano dez protótipos que poderão ser distribuidos pelo consórcio para apresentações. Depois será o início de produção”, disse Manuel Oliveira.
 Também escolhida está a empresa que fará a montagem em série do carro: a VN Automóveis.
 Uma coisa os 15 engenheiros a trabalhar no projecto já têm: um concorrente direto.

 “Na Noreuega já existe um carro (L7) exclusivamente eléctrica em cuja concepção o CEEIA também esteve envolvido, o Buddy. Está a rodar, a ser vendido e funciona. A maior parte das peças do Buddy são produzidas em Portugal, foi desenvolvido pelo CEEIA, intregra indústria portuguesa e é montado na Noruega”, acrescentou.

 Outra questão é competir com todas as propostas da indústria automóvel para o sector elétrico. Uma tarefa que Manuel Oliveira diz que “não será fácil”.