Governo da Madeira defende reforço de laços económicos com o Brasil

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 O vice-presidente do Governo da Madeira, Pedro Calado, defendeu na semana passada o reforço dos laços comerciais e das relações económicas entre esta Região Autónoma e o Brasil, sobretudo em áreas como turismo, informou o seu gabinete.

 A nota dá conta que o número dois do executivo madeirense se encontra no Brasil, onde se reuniu com o cônsul-geral de Portugal em São Paulo, Paulo Nascimento, encontro no qual participou igualmente o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, Luís Lima.

 Nesta reunião foram abordadas as “áreas de potencial interesse para investir de parte a parte, perspetivando-se uma melhoria nas relações económicas entre os dois países”, salienta o mesmo documento, tendo Pedro Calado falado sobre áreas em que se pode verificar um “reforçar dos laços comerciais, gerando uma dinâmica económica importante e com benefícios para as duas economias”.

 O governante madeirense apontou como sectores com potencial para a Madeira “o turismo, onde há espaço para que possa crescer”, além do “Centro Internacional de Negócios da Madeira, os ‘Vistos Gold’ e o mercado imobiliário, que tem vindo a registar um crescimento considerável”.

 Pedro Calado realçou que o Governo Regional investiu 13 milhões de euros, através da Empresa Electricidade da Madeira, para uma ligação ao novo cabo de fibra óptica que vai conectar o Brasil e Sines, fazer uma derivação à Região, o que vai permitir melhorar as ligações e telecomunicações com o Brasil.

 O estabelecimento de parcerias com a Universidade da Madeira, um projecto que tornava possível “o ingresso de estudantes das áreas das engenharias e tecnologias, bem como na área da informatização” foi outro aspecto vincado pelo responsável insular.

 A nota da vice-presidência conclui que Pedro Calado também lançou um desafio à Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) em São Paulo para “envolver as entidades regionais da Madeira nas acções que venham a desenvolver no Brasil, dadas as potencialidades deste mercado”.