Governo angolano receptivo a uma auditoria à dívida pública

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O governo de Angola está receptivo à ideia de que sejam accionados todos os mecanismos legais que assegurem a concretização do rigor e da transparência da gestão dos fundos públicos, incluindo as auditorias, disse em Luanda, o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior.

 O ministro respondia na ocasião a uma questão apresentada por um deputado da UNITA, o maior partido da oposição, que solicitou a realização de uma auditoria à dívida pública.

 Na visão da UNITA, a dívida pública, sobretudo a de curto prazo (5,1 biliões de kwanzas ou 25 mil milhões de dólares), é a principal fonte de instabilidade macroeconómica do país e tem-se manifestado através da redução considerável das reservas líquidas internacionais, na depreciação do kwanza, nos altos níveis de inflação, no aumento das taxas de juro, na diminuição do investimento privado e na contínua dependência ao sector petrolífero, refere a Angop.

 Manuel Nunes Júnior, citado pela agência noticiosa Angop, respondeu dizendo que “em nome do rigor e da transparência da gestão pública não nos opomos a que sejam accionados todos os elementos legais que assegurem a concretização deste princípio, incluindo auditorias.”

 O ministro adiantou que o governo tem uma política e uma actuação muito claras quanto aos princípios de rigor e transparência na gestão dos recursos públicos do país, para quem todos os meios legais que contribuam para esse fim são bem-vindos.

 Informou que o Ministério das Finanças tem mecanismos de fiscalização da dívida pública interna e, através desses instrumentos, têm sido detectados processos que não se enquadram nos parâmetros da lei e dos regulamentos que balizam a gestão da dívida pública interna do país.