Governante madeirense pede celeridade ao Estado na concretização da ajuda financeira à Região

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Governante madeirense pede celeridade ao Estado na concretização da ajuda financeira à Região

O secretário do Ambiente e dos Recursos Naturais da Madeira pediu celeridade ao Estado na concretização da ajuda financeira à região, justificando que o arquipélago já cumpriu a sua parte.

 “Ainda recentemente foi assinado com o Estado o acordo de apoio financeiro à região. A verdade é que passado tanto tempo a Madeira e os madeirenses já cumpriram a sua parte, estão todos os dias a assumir as obrigações que resultam desse acordo, mas da parte do Estado ainda não existe igual correspondência”, acusou Manuel António Correia.
 O governante, que discursava na 11.ª edição da Exposição Regional do Limão, na freguesia da Ilha, concelho de Santana, salientou que “a Madeira está a dar um exemplo de resistência, de tenacidade e de coragem para resolver os seus problemas”, sustentando, contudo, que “não basta” o esforço regional.
 “É preciso que outros que têm obrigações tenham a mesma atitude e cumpram a sua parte”, exigiu.
 Na sequência da dívida pública na ordem dos seis mil milhões de euros, o Executivo insular solicitou o ano passado ajuda financeira ao Estado português, que culminou na assinatura do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro da região e de um contrato de financiamento de 1.500 milhões de euros.
 O programa contempla diversas medidas, entre as quais o aumento das três taxas do IVA, reduzindo o diferencial face às taxas aplicáveis no continente português para um ponto percentual, e das taxas do imposto sobre os combustíveis, concretizado a 1 de Abril último.
 “Neste momento a Madeira está a ter o trabalho e as obrigações inerentes a esse acordo, mas ainda não obteve os benefícios que já deviam cá estar e que nós daqui, no meio do povo, em Santana, na freguesia da Ilha, reivindicamos que, rapidamente, cheguem à região porque as nossas famílias, os nossos cidadãos e as nossas empresas precisam desse dinheiro e precisam que o Estado, rapidamente, execute as suas obrigações”, exortou.
 Aos presentes, Manuel António Correia garantiu ainda que, “apesar das dificuldades”, o Governo regional “vai ajudar as pessoas, as famílias, as empresas a resolver os seus problemas e a melhorar a sua qualidade de vida”.
 “Podem falar do que quiserem, do futuro disto, do futuro daquilo, que nós não sairemos deste enfoque”, afiançou, considerando que esse trabalho “só se pode fazer com união, com mobilização e com trabalho”.
 “Somos demasiado pequenos para estarmos divididos, só unidos e mobilizados conseguiremos resolver as dificuldades e ultrapassá-las”, acrescentou o secretário regional, para quem “todos aqueles que não contribuam para estes objetivos de união e de mobilização estão a enfraquecer as pessoas, a Madeira e a tirar possibilidades de resolução dos problemas”.