Governador do Banco de Moçambique garante que sistema bancário do país está sólido

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  O sistema bancário de Moçambique apresenta-se mais sólido depois das intervenções efectuadas em duas instituições que se encontravam numa situação problemática, garantiu o governador do banco central, na sessão de abertura, em Lichinga, Niassa, do Conselho Consultivo do  Banco de Moçambique.

 “Em resultado das intervenções, o rácio de solvabilidade do sistema aumentou de menos 8,0% no quarto trimestre de 2016 para cerca de 20% no final de 2017”, disse Rogério Zandamela, citado pelo matutino Notícias, de Maputo.

 “Nos ajustamentos realizados no mecanismo de condução da política monetária, adequámos o regime de constituição de reservas obrigatórias de base diária para base média e assinámos um acordo tripartido com os bancos e a Associação Moçambicana de Bancos, visando uniformizar a base de cálculo das taxas de juro do mercado, através da instituição de um indexante único”, recordou.

  A nível da política cambial foi introduzida a taxa de câmbio de referência, estabelecendo o princípio de unicidade da taxa de câmbio, com o objectivo de garantir uma maior transparência e credibilidade das taxas praticadas no mercado cambial, disse Zandamela.

 O governador disse ainda que, como resultado de muitas das medidas aplicadas nos últimos tempos, a posição externa de Moçambique melhorou, quer na óptica da balança de pagamentos, quer na perspectiva de reservas internacionais, facto que reflecte a capacidade do país de honrar os seus compromissos para com o exterior.

 Rogério Zandamela disse que o défice da conta corrente reduziu-se em 1740 milhões de dólares e que as reservas internacionais brutas aumentaram para cerca de 3,3 biliões de dólares, suficientes para cobrir sete meses de cobertura de importações de bens e serviços, excluindo as dos grandes projectos, quando em finais de 2016 cobriam apenas três meses.