Golo solitário de Carlos Mané deu a vitória ao Sporting em tempo de descontos sobre o Arouca

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Golo solitário de Carlos Mané deu a vitória ao Sporting em tempo de descontos sobre o Arouca

O Sporting só venceu o Arouca por (1-0), na segunda jornada da I Liga de futebol, a acabar, por ter dado meia parte de avanço, falhado um penálti e não ter tido um ponta de lança à altura.

 Aos 90+3 minutos, Carlos Mané selou o primeiro triunfo na prova dos “leões”, num jogo em que o regressado Nani falhou um castigo máximo e Montero mostrou que continua “sem” golo, ele que marcara um “hat-trick” ao Arouca a abrir o campeonato anterior.

 Só depois do intervalo, quando Marco Silva sacrificou o trinco Rosell, recuando Adrien, e lançando Mané no ataque, é que o Sporting colocou intensidade, velocidade e profundidade ao seu jogo e muitas dificuldades à defesa do Arouca.

 A entrada de Mané teve o condão de agitar o jogo, mas a mudança registada no Sporting foi colectiva, toda a equipa aumentou os seus índices de agressividade e de velocidade de execução, logo os lances de perigo começaram a suceder-se junto à baliza de Goigoechea, que foi o melhor em campo.

 O corolário dessa pressão intensa resultou, aos 63 minutos, num penálti, que Nani assumiu a responsabilidade, mas Goicoechea fez uma defesa fantástica e desviou a bola para o poste, evitando o primeiro golo do Sporting.

 O golo adivinhava-se, mas a pressão aumentava à medida que o tempo passava, enquanto a clarividência e o discernimento baixavam na mesma proporção, e o jogo complicava-se, como tantas vezes acontece às equipas chamadas grandes, quando dão meia parte de avanço e querem resolver depois.

 Há que reconhecer, também, o mérito do Arouca, que foi sempre uma equipa coesa, concentrada e solidária a defender, com um excelente guarda-redes, que à beira da surpresa aos 84 minutos, quando Rui Patrício negou o golo a Nildo.

 Em desespero de causa, Marco Silva lançou aos 77 minutos Capel e Tanaka, em detrimento de Nani e André Martins, mas o golo do triunfo, quando já ninguém esperava, aos 90+3, foi marcado pelo homem que agitou o jogo, Mané, e saiu dos pés de Jefferson, que na primeira parte tinha oferecido dois de bandeja a Montero.

 O Sporting deu de avanço ao Arouca a primeira parte, pela lentidão, previsibilidade e a falta de intensidade do seu jogo, o que facilitou a tarefa a uma equipa do Arouca bem posicionada, bem concentrada e com espírito de entreajuda.

 Por outro lado, a equipa foi sempre coxa a atacar, só fazia pela esquerda, por Jefferson e Nani, enquanto o flanco oposto passou ao lado da partida, com Esgaio e Carrillo.

 Emergiu, mais uma vez, outra lacuna deste Sporting, que é a ligação entre o meio campo e o ataque pelo corredor central, onde falta claramente um número 10, que André Martins não é, o que retira a capacidade à equipa de chegar à área em condições de finalização, agravada por alas com voca-ção de ir à linha (não é o caso de Nani) e menos para diagonais interiores de forma a surgirem em situações de alvejar a baliza.

 Mesmo a jogar devagar, devagarinho, o Sporting criou duas soberanas oportunidades de golo, aos seis e 23 minutos, ambas pelos pés de Jefferson, a primeira na cobrança de um pontapé de canto e a segunda num livre, em que ofereceu literalmente o golo a Montero.

 Dois cruzamentos tensos a caírem na pequena área, na zona do segundo poste, mas Montero, sempre a um ritmo muito baixo, cometeu a proeza de cabecear ambos contra o guarda-redes Goicoechea – continua sem marcar desde 8 de dezembro de 2013.

 Quanto a Nani, foi substituído aos 77 minutos, não gostou, saiu a passo lento, quando era preciso apressar o mesmo, agarrou a toalha com brusquidão e ignorou Marco Silva ao dirigir-se para o banco.