Golo de Maxi Pereira foi a chave da qualificação do Benfica frente aos russos de Zenit

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Golo de Maxi Pereira foi a chave da qualificação do Benfica frente aos russos de Zenit

Um golo de Maxi Pereira à beira do intervalo foi a chave para a qualificação do Benfica para os quartos de final da Liga dos Campeões em futebol, numa vitória escusadamente sofrida por 2-0, sobre o Zenit.

 O golo de Maxi Pereira foi o momento crucial da partida, visto que forçou o Zenit a alterar a estratégia, a subir as suas linhas, a assumir a despesa do jogo, numa palavra, a arriscar, expondo-se às transições ofensivas dos “encarnados”, depois de ter abordado o jogo com o conforto da vitória (3-2) na primeira mão dos oitavos de final.
 É sabido que o Benfica é muito forte nessas transições, mas hoje não conseguiu aliar a essa qualidade colectiva à eficácia, muito por culpa de uma noite desastrada de Cardozo, que, além da escassa produtividade que caraterizou a sua exibição, desperdiçou duas oportunidades soberanas de fazer o 2-0, aos 52 e 70 minutos, e "matar" a eliminatória. De resto, não se percebeu que Jorge Jesus tivesse retirado Rodrigo de campo para entrar Nolito, aos 62 minutos, em vez de ter sacrificado Cardozo, numa altura em que o Benfica jogava assumidamente em contra-ataque e a velocidade do espanhol era fundamental.

 A perder ao intervalo, devido ao tal golo de Maxi Pereira (45+1), o Zenit teve de fazer aquilo que não necessitou no Dragão, isto é, subir as linhas e assumir a iniciativa do jogo, abrindo grandes espaços nas costas da sua defesa, situação na qual o Benfica se sente muito confortável, por ter jogadores rápidos e capazes de explorar esses espaços.
 O que significa que o Benfica jogou toda a segunda parte com o seu bloco mais baixo, situação ideal para marcar o segundo golo e "fechar" a eliminatória, mas a falta de eficácia no último toque ou na finalização forçaram os adeptos benfiquistas a sofrer escusadamente para lá dos 90 minutos regulamentares.
 O Zenit nunca criou oportunidades soberanas de golo, mas o perigo rondava e o risco de os russos marcarem, fosse num erro defensivo dos “encarnados”, fosse num lance de bola parada, era real.

 Mais real ainda à medida que o tempo avançava e Luciano Spalletti "metia a carne toda no assador", atacando com mais gente, razão pela qual era fundamental o Benfica fazer o segundo golo para quebrar animicamente o adversário e resolver a eliminatória.
 Desfrutou de algumas oportunidades para isso, que não concretizou, acabando por chegar ao segundo golo aos 90+3, por Nelson Oliveira, que Jesus lançou em campo a substituir Cardozo, numa altu-ra em que o Zenit tentava atacar com tudo e desguarnecia totalmente a sua retaguarda.
 De resto, o próprio Nelson Oliveira dispôs antes do golo de duas situações de superioridade numérica, nas quais tomou a pior opção, ao tentar fi-nalizar com colegas colocados em melhor posição.
 O Benfica, que foi superior ao Zenit no conjunto dos dois jogos e mereceu inteiramente passar a eliminatória, sentiu dificuldades durante a primeira parte face ao bloco baixo dos russos, que vieram defender o nulo como já tinham feito no Dragão, frente ao FC Porto.
 Faltou Aimar para criar espaços para meter o penúltimo e último passe, no meio da floresta de pernas russas, ausência que Witsel acabou por minorar, mas Cardozo passou ao lado do jogo e Bruno César, no flanco direito, por onde o Benfica mais jogo canalizou, pecou sempre por flectir para dentro e cruzar para a área em vez de atacar a linha.
 Sem velocidade de pernas, o brasileiro facilitou a vida à defesa russa, de frente para a bola face aos seus sucessivos cruzamentos, razão pela qual o maior perigo “encarnado” veio sempre das infiltrações de Wistel, com a bola dominada e rasteira, e das tabelas e triangulações que fez com os companheiros do ataque.
 Tanto mais que no flanco oposto, Gaitán voltou a produzir uns bons furos abaixo do que é capaz.