Gasoduto entre Portugal e Espanha será candidato a projecto de interesse comum

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O Governo português pretende que o terceiro gasoduto entre Portugal e Espanha seja considerado “um projecto de interesse comum” no âmbito do novo regulamento sobre redes transeuropeias de energia e possa beneficiar de financiamento comunitário.

 À margem da cerimónia de inauguração da expansão do terminal de gás de Sines, o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, explicou que a terceira interligação para o transporte de gás pode ser enquadrada no projecto europeu, porque “a partir do momento que é para servir um eixo europeu, a fonte fi-nanciamento também adota automaticamente uma lógica europeia”.
 “Para isso é preciso que fique enquadrada nesse corredor e a França também participe na ligação com a Espanha”, adiantou o governante, explicando que o investimento, in-serido no âmbito da criação do mercado ibérico de gás natural (Mibgas), “favorece a ló-gica de integração da infraestrutura nacional num corredor que vá até ao centro da Euro-pa”.
 Artur Trindade acredita que o regulamento sobre as redes transeuropeias energéticas possa ser aprovado até ao final do ano, uma expetativa partilhada pelo eurodeputado Correia de Campos, relator do documento, que avançou que espera que a versão final do documento vá ao Parlamento Europeu até ao final do ano.
 O presidente da REN – Redes Energéticas Nacionais, Rui Cartaxo, apontou a tercei-ra interligação a Espanha, através do gasoduto Mangualde-Zamora, como “o projecto mais significativo que há para o futuro, que é muito importante para fechar a malha dos gasodutos que ligam Portugal e Espanha e para a segurança do aprovisionamento de gás natural em Portugal”.
 Para Rui Cartaxo, depois da inauguração da expansão do terminal de gás natural liquefeito de Sines, que aumenta a capacidade de armazenamento em cerca de 62 por cento, fica a faltar a terceira ligação a Espanha para o abastecimento de gás seguro.
A REN pretende investir cerca de 250 milhões de euros/ano, nos próximos anos, um investimento inferior ao dos últimos quatro anos, uma vez que “a recessão significou que muitos dos projetos energéticos foram adiados ou cancelados”, explicou o presidente da REN.
 As obras da segunda fase do terminal, iniciadas em 2009, passaram pela construção de um terceiro tanque de armazenagem de GNL, o que permite ainda o aumento da energia movimentada, que atualmente representa 56 por cento do total anual de gás natural consumido em Portugal.