Garantir sentimento de segurança é decisivo para ultrapassar a crise

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Garantir sentimento de segurança é decisivo para ultrapassar a crise

O secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna disse que a garantia de um sentimento de segurança é “factor decisivo para Portugal ultrapassar a crise em que se encontra”.

 “Nas actuais circunstâncias, garantir nas populações a existência de um sentimento de segurança como tem sido conseguido na Região Autónoma da Madeira e, também, no Continente é decisivo para que Portugal possa ultrapassar o período difícil que atravessa”, afirmou Fernando Alexandre, na cerimónia que assinalou o 135.º aniversário do Comando Regional da Madeira da PSP, no Funchal.

 Considerando ser “verdade que a exigência para as forças de segurança aumenta numa altura de agravamento das condições económicas e financeiras”, Fernando Alexandre, que se deslocou à Madeira em representação do ministro da Administração Interna, admitiu que “é pedido mais às forças de segurança, com menos recursos”.

 “É essa a realidade que temos hoje e é a realidade que teremos nos próximos anos”, salientou o secretário de Estado, garantindo, contudo, que o Governo tudo fará para que a PSP e as restantes forças de segurança “mantenham todas as condições operacionais necessárias ao cumprimento da sua missão, bem como a prossecução dos objetivos de melhoria em termos organizacionais presentes nas grandes opções estratégicas da PSP para 2013-2016”.

 Sobre o trabalho da PSP no arquipélago da Madeira, que conta com 730 agentes, Fernando Alexandre destacou a descida da criminalidade geral e da criminalidade violenta e grave, “acompanhando a tendência” do território continental, e notou que “o fator segurança é hoje uma das vantagens competitivas de Portugal e, em particular, da Região Autónoma da Madeira face a outros destinos turísticos concorrenciais”.

 Na cerimónia, o comandante regional da PSP, Miguel Mendes, reiterou que o comando continua a ser o único “sem o mínimo retorno das infrações de trânsito”.

 “Posso dizer-vos que essa tarefa representa mais de 100 mil euros por ano de encargo direto de funcionamento para a PSP”, declarou, adiantando: “E se incluirmos custos indirectos relacionados, por exemplo, com o tratamento em ‘back office’ obviamente que falamos de mais de 200 mil euros por ano”.

 Aos jornalistas, o secretário de Estado Adjunto do ministro da Administração Interna explicou que esta matéria “terá que ser resolvida no âmbito do diálogo” entre os governos central e regional.

 Antes, no momento da formatura, dirigentes do Partido da Nova Democracia exibiram uma tarja “para chamar a atenção para o facto de a PSP ter na Madeira uma personalidade que tem sido promovida apesar de ter sido condenada por favorecimento a familiares”, explicou o deputado regional Hélder Spínola.