Fundações lusófonas devem ter agenda global de cooperação

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Fundações lusófonas

Fundações lusófonasAs fundações e institutos dos países de língua oficial portuguesa devem ter uma agenda global de cooperação, defendeu, em São Paulo, a administradora da Fundação Calouste Gulbenkian.

 Isabel Mota salientou, no de-curso do VII Encontro de Fundações da CPLP, que as entidades devem “apostar nas pessoas”, nas suas diversas acções sociais, e “comparti-lhar valores”, numa troca de experiências dentro do espaço lusófono.
“Temos que pensar globalmente, os problemas são globais, e seguir os grandes temas da agenda internacional”, sublinhou a responsável.
 Fernando Rossetti, do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), associação que reúne as 134 maiores entidades do sector no Brasil, defendeu igualmente a actuação global da filantropia.

 O responsável sublinhou que o “bom momento da economia brasileira” tem feito com que o país passe da condição de recetor de recursos de fundações internacionais, para a posição de exportador de in-vestimentos sociais.
 “O Brasil passa a ser visto como um país rico, é um mo-mento bom que gera otimismo e possibilita para a filantropia (brasileira) actuar com um actor global”, disse.
 Rossetti sublinhou que o sector filantrópico brasileiro vive um “boom”, com a triplicação do número de entidades para 338.162, nos últimos anos.
Quase metade é fundações ligadas às empresas, resultado do “favorecimento” da le-gislação brasileira, que garante isenções fiscais ao investimento social.

 “Vivemos um certo momento de euforia, uma sensação de que o futuro chegou. Diante dessa situação (económica) favorável, precisamos conso-lidar a posição privilegiada (do sector)”, disse.
 O responsável do Gife defendeu que as fundações diversifiquem as suas fontes de receita, invistam na melhoria da gestão administrativa e des-concentrem sua actuação geográfica, actualmente concentrada na região Sudeste do país.
 Segundo estimativas, o sector do investimento social privado investe cerca de mil milhões de euros por ano, no Brasil.
 O VII Encontro de Fundações da CPLP decorreu em São Paulo e no Rio de Janeiro, com cerca de 100 representantes de fundações e institutos dos países de língua portuguesa.