Frelimo marca para 2012 Congresso da sucessão de Armando Guebuza

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Frelimo A Frente de Libertação de Moçambique no poder (Frelimo), marcou para Setembro de 2012 o Congresso do partido, altura em que será escolhido o sucessor de Armando Guebuza na presidência.

 Edson Macuacua, porta voz do partido, anunciou que a reunião magna será entre os dias 23 e 28 de Setembro de 2012, em local ainda a escolher. A decisão saiu do Comité Central, a decorrer na Matola, arredores de Maputo.

 A escolha da data reside no facto de ser nestas alturas que decorreu o primeiro congresso da Frelimo. "Pretendemos que o 10.º Congresso também se realize sob o signo da unidade e da coesão interna no seio do partido", disse Edson Macuacua.
Adiantou que, o Congresso, será também o momento de preparação do partido para as eleições autárquicas, presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais, que se realizam em 2013 e 2014.

 Em 2012 a Frelimo completa também 50 anos desde que o partido foi criado, na altura na clandestinidade, para combater a colonização portuguesa.
 A Frente de Libertação de Moçambique foi criada em 1962 na Tanzânia e em 1964 iniciou a luta armada pela independência do país.
 O sucessor de Armando Guebuza à frente do partido será também o candidato a Presidente de Moçambique nas eleições de 2014.
 Nas últimas eleições presidenciais, em 2009, a Frelimo e Armando Guebuza obtiveram 75 por cento dos votos.
 Na reunião do Comité Central do partido no poder discutiu também a revisão da Constituição (que pode fazer sem necessidade do apoio dos outros dois partidos com assento parlamentar).

 Segundo Edson Macuacua a Frelimo não quer mudar a Constituição mas sim "consolidar as conquistas democráticas do Estado moçambicano", bem como consolidar o "Estado de direito democrático e de justiça social".
 O responsável não explicou o que o partido quer mudar em termos concretos. A maioria da Frelimo no Parlamento permitia-lhe alterar a Constituição de forma a que Armando Guebuza, Presidente da República, concorresse a um terceiro mandato.

 Nas eleições do ano passado, e mesmo depois, Armando Guebuza tem dito que o actual é também o último mandato como Presidente.
O Comité Central da Frelimo é constituído por 180 efectivos e nove suplentes.