Frei Lameque André Michangula é o novo pároco da Igreja de Santa Maria dos Portugueses na festa da Imaculada Conceição em Pretória West

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Organizada por um grupo de festeiros – tantos como o número de anos contabilizados, desde as aparições de Fátima aos pastorinhos -, teve lugar no penúltimo domingo, 3 de Dezembro, a tradicional festa em honra da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal, e desta mesma igreja católica de Santa Maria dos Portugueses, em Pretória West, que igualmente a vem venerando, sempre com grande afluência, como testemunho de fé dos seus paroquianos.

 O programa abriu com missa solene, onde Inácio Crispim Dias recebeu a sua capa como novo membro da Confraria do Santíssimo Sacramento, e a que assistiu o encarregado de negócios da nossa embaixada, Eduardo Rafael, seguida de procissão, cerimónias que a cargo do Frei Gilberto Teixeira e do seu colega Lameque André Michangula, nelas participando também o Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Pretória, D. George Daniel, e o Fr. Broderick, com os cânticos a cargo do grupo coral desta mes-ma igreja.

 Ao ser iniciada a eucaristia, o Frei Gilberto Teixeira, ao serviço desta paróquia de Santa Maria há 22 anos, a maior parte dos quais como pároco, depois de recordar o percurso dos cinquenta anos de existência desta mesma igreja portuguesa, para a qual fora a 3 de Dezembro de 1967 apresentado na catedral o primeiro pároco para a dirigir, o falecido padre António Augusto Esteves, aproveitou para de seguida apresentar o Frei Lameque André Michangula como novo pároco desta igreja de Santa Maria.

 Recorda-se que Frei Lameque vem exercendo a sua actividade religiosa nesta paróquia de Santa Maria, desde 2013, primeiro como diácono, e desde 6 de Julho de 2014, em que foi ordenado na igreja de Santo António da Polana, como sacerdote, a quem agora com a atribuição dessas novas funções, cabe a responsabilidade de dirigir a paróquia, continuando no entanto o Frei Gilberto Teixeira como Vigário Paroquial.

 Em continuação dos festejos seguiu-se no salão de festas desta mesma igreja, o almoço de convívio servido a um número aproximado às quinhentas pessoas, entre as quais o Arcebispo D. George Daniel e sacerdotes que o acompanharam nas celebrações, a dra. Vera Nazareth, o vice-cônsul de Portugal na aposentação, Mário Angelino Moreira da Silva, os comendadores Gilberto Martins e Ivo de Sousa, este que ali foi mestre-de-cerimónias e era visível a sua satisfação pelo sucesso verificado, a dra. Elizabete Serrão, a conselheira da comunidade eleita por Pretória, Helena Rosa Rodrigues, e os presidentes, da Casa Social da Madeira, Samuel da Silva; a da Liga da Mulher Portuguesa, em Pretória, Manuela Calado; e a da Casa da Madeira em Joanesburgo, Guida de Freitas, a que mais tarde se juntou o da Assembleia-Geral, Vasco Martins acompanhado de sua esposa Mirita Martins,

 Na tarde recreativa que se seguiu, actuaram ali o Rancho Folclórico da Casa Social da Madeira, o trio musical Amigos da Hora, e os artistas da comunidade, Damião de Frei-tas, Ricardo Chadinha e Kátia da Ponte, após o que com a colaboração de Jaime de Caires foi feito o leilão dos bolos, em decoração alusiva ao Benfica, Sporting e FC do Porto, assim como ajudado por Damião de Freitas noutros artigos oferecidos com essa finalidade para esta grande festa, tudo ali decorrendo na maior ordem e alegria, como disso foi bem visível o animado baile ao som do “DJ VIX”, a cargo de quem esteve a música para estes festejos, intercalado com interpretações do cançonetista da comunidade, Damião de Freitas.

 Os agradecimentos à presença de todos ali naquela tarde, de modo particular aos 100 festeiros que se disponibilizaram a ajudar nestes festejos, bem assim a quem trabalhou na cozinha, serviu às mesas, ou tomou a seu cargo o fornecimento de bebidas no bar, não esquecendo por outro lado em cooperações noutros sectores, as concedidas pelo comendador Mário Ferreira e por Albertino de Abreu, bem assim outros contributos, como os do rancho folclórico e artistas da comunidade que ali actuaram, fo-ram dirigidos em palco pelo comendador Ivo de Sousa, um homem visivelmente radiante pela afluência de tantas pessoas, de modo a contribuírem na colecta voluntária efectuada pelas mesas a se-guir à refeição, com o total de quarenta mil randes, a juntar ao alegre ambiente que ali reinava, e o deixava como se expressou, muito feliz

 Em momento oportuno foi convidado a algumas palavras o comendador Gilberto Martins, que depois da saudação aos presentes ali em grande número, viria a destacar no seu improviso, os cinquenta anos de existência desta paróquia de Santa Maria – que como ali ficámos a saber, foi primeiro sacristão desta igreja, Fernando Vieira -, período esse em que como sublinhou, se passaram muitas coisas na África do Sul, e se não fosse a contribuição dos que infelizmente já partiram, e de todos vós aqui hoje presentes e as vossas famílias, esta comunidade não seria certamente o que na verdade hoje é e representa, salientado a esse respeito:

 “A comunidade portuguesa tem passado por altos e baixos, a gente ouve falar de unidade, negócios, isto e aquilo, mas cada um de vós, dentro da vossa alma, sabeis o que haveis de fazer, não é por vezes só o dinheiro que conta, um simples gesto, uma atenção e um carinho, poderão ser preciosos na ajuda a quem mais precisa”, disse ao   elogiar o Frei Gilberto pela maneira eficaz como tem dirigido a paróquia de Santa Maria, a quem desejou, bem assim ao Frei Lameque que o acompanha, este agora em novas funções, as maiores felicidades futuras, disponibilizando-se por seu lado, debaixo de estrondosa salva de palmas dos que o ouviam, e naquela tarde enchiam por completo o salão onde se convivia, para ajudar no que fosse possível e estivesse ao seu alcance.

 Por último foi ali procedido ao sorteio de rifa dos artigos bordados pelas senhoras voluntárias do grupo de animação e trabalhos manuais das terças-feiras, nesta paróquia de Santa Maria, nele sendo contemplados, com o 1º prémio, uma toalha de mesa redonda, o número 649, pertencente a quem apenas em registo abreviou o seu nome de Nando; com o 2º prémio, um conjunto de toalhas de casa de banho, Luís Baptista com o número 477; com o terceiro prémio, uma bota de Natal, Alícia de Villiers com o número 14; e com o 4º prémio, toalha mosquiteira, José Luís Baptista com o número 53, sendo no decorrer dos festejos cantado o tradicional “parabéns a você” aos aniversários natalícios, um festejado nessa precisa data por Teresa de Sousa, e o outro no dia anterior por Rosa Félix.