Forte procura leva Cabora Bassa a quase duplicar venda de capital social em Bolsa

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 A percentagem colocada na quarta-feira à venda do capital social da hidroeléctrica moçambicana HCB foi aumentada de 2,5% para 4%, devido à forte procura, anunciou a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM).

 No total a Oferta Pública de Venda teve a subscrição de 16.787 investidores, tendo sido compradas 1.510.366.810 acções, disse Salimo Valá, presidente da

BVM, numa apresentação em Maputo dos resultados.

 “A operação foi um sucesso, a HCB teve de aumentar a oferta das acções, face à enorme procura”, afirmou Salimo Valá, presidente da BVM.

Valá disse que com a subscrição anunciada, a HCB passa a ter cerca de 25 mil investidores.

 A oferta destinou-se aos trabalhadores da empresa, pequenos investidores, empresas e público em geral.

 A OPV cujos resultados foram anunciados é parte de uma venda de 7,5% das acções da HCB, sendo que a operação respeitante aos remanescentes 3,5% será concretizada no próximo ano.

 A BVM existe há 20 anos, tem oito empresas cotadas e no primeiro trimestre deste ano transacionou o equivalente a 9,8 milhões de euros, atingindo no final do período uma capitalização bolsista total acumulada de 1,263 biliões de euros (cerca de 9% do Produto Interno Bruto de Moçambique).

 A operação de venda de acções da HCB foi liderada por um consórcio constituído pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e Banco Big.

 A HCB tem vendas fixas contratadas de 1.100 megawatt (MW) por ano à eléctrica sul-africana Eskom, 300 MW à Electricidade de Moçambique (EDM) e 50 MW à companhia eléctrica estatal da Zâmbia (Zeza).

 O Estado detém 85% das acções da HCB, 7,5% pertencem à redes Energéticas Nacionais (REN), empresa de transporte de energia de Portugal e outros 7,5% são acções próprias.