FMI recomenda auditoria internacional a três empresas públicas de Moçambique

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou ao governo de Moçambique a realização de uma auditoria internacional independente à Empresa Moçambicana do Atum (Ematum), Proindicus e Mozambique Asset Management (MAM), de acordo com um comunicado divulgado em Washington

A Ematum (850 milhões de dólares), Proindicus (622 milhões de dólares) e MAM (535 milhões de dólares) são as três empresas públicas que no período compreendido entre 2013 e 2014 contraíram empréstimos que excederam dois mil milhões de dólares e que contaram com o aval do Estado.

 O único empréstimo que tinha sido tornado público foi o da Ematum, tendo o então Presidente de Moçambique, Armando Guebuza e o Presidente de França, François Hollande, chegado a encontrar-se em Cherburgo por ocasião da assinatura de um contracto com um construtor naval daquela cidade para o fornecimento de barcos de pesca e de vigilância marítima.

 Uma missão do FMI esteve em Maputo de 16 a 24 de Junho corrente para avaliar a situação económica de Moçambique decorrente da concessão dos avais do Estado, na sequência da incapacidade das três empresas em honrarem os seus compromissos, bem como sugerir medidas correctivas necessá-rias para evitar uma maior deterioração económica do país.