FMI disponibiliza mais 136 milhões de dólares de empréstimo de 1,4 mil milhões concedido a Angola

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FMI O FMI vai desembolsar mais 136 milhões de dólares de um empréstimo total de 1,4 mil milhões concedido a Angola, depois da avaliação positiva da economia angolana feita por uma missão da instituição ao país agora concluída.

 “Com a conclusão da quinta avaliação, Angola poderá sacar um montante de 85,9 milhões de direitos especiais de saque (cerca de 136 milhões de dólares, ou 95,33 milhões de euros)”, revela uma nota divulgado pelo Fundo Monetário Internacional.
 Os técnicos do Fundo e as autoridades angolanas “chegaram a um acordo técnico sobre a conclusão da quinta avaliação”, que requer agora a aprovação da Direcção-Geral e do Conselho de Administração do FMI, o que deverá ocorrer na reunião de “Setembro de 2011”, adianta a instituição.
 Esta é a quinta e penúltima tranche do empréstimo global de 1,4 mil milhões de dólares (981 milhões de euros) a Angola aprovado pelo FMI em novembro de 2010.

 Até agora já foram desembolsados 1,25 mil milhões (875,7 milhões de euros), restando apenas a tranche agora autorizada pela missão do FMI e outra, a última, que está pendente da sexta avaliação do cumprimento das obrigações por parte de Angola, prevista para Dezembro.
 A missão do FMI, chefiada por Mauro Mecagni, considerou no final da avaliação agora realizada que “a economia angolana continua a recuperar das crises fiscal e da balança de pagamentos ocorridas em 2009”, ajudada pela subida dos preços do petróleo e “a redução das importações”, de que resultou “uma melhoria significativa da conta corrente externa, para um excedente de 9,0 por cento do PIB”.
 O FMI elogia a “prudência na condução da política fiscal” e “uma substancial melhoria do défice primário não petrolífero”, recordando que as perspectivas para este ano são positivas, como reflexo da subida dos preços do petróleo e das projecções de aumento da produção petrolífera, para cerca de 1,7 milhões de barris por dia”.

 “As receitas petrolíferas projectadas permitirão a acomodação de um orçamento suplementar no programa macroeconómico, conforme os planos governamentais”, considera o FMI, e “este orçamento suplementar é coerente com a necessidade de aliviar os estrangulamentos em termos de infraestruturas e fazer face às prioridades de desenvolvimento social”.