FLAD quer atrair mais norte-americanos para estudar em universidades portuguesas

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FLAD A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) quer promover as universidades portuguesas nos Estados Unidos de forma a atrair mais norte-americanos para estudar em Portugal, disse a presidente da FLAD, Maria de Lurdes Rodrigues.

 Em grandes universidades anglo-saxónicas, como Harvard, o MIT ou a London School of Economics, a percentagem de estudantes estrangeiros chega aos 50 por cento; em Portugal, esse rácio está “nos 4,5 por cento, números quase insignificantes”, afirmou Rodrigues à imprensa na apresentação do programa da FLAD para 2011-2013.

 Em Espanha, exemplificou, “há 20 mil estudantes [universitários] norte-americanos”, enquanto em Portugal só há “150 ou 200”, disse a presidente da FLAD, para quem “não é muito ambicioso pensar em passar de 150 para 500”.
 “Penso que só por ausência de estratégia é que ainda es-tamos neste nível de atração de alunos, e temos todas as condições de ultrapassar esta limitação. Não há nenhuma razão para que as universida-des de Lisboa, do Porto, de Coimbra ou do Minho estejam fora dos programas ‘study abroad’ das universidades americanas”, argumenta Ma-ria de Lurdes Rodrigues.

 “Trazer [estudantes] norte-americanos às universidades portuguesas” não é inverosímil, afirmou aos jornalistas Mário Mesquita, membro do conselho executivo da FLAD. “Temos um ensino [superior] de qualidade, que não fica aquém de muitas universidades americanas.”
 Nesse sentido, a FLAD está a trabalhar com o Conselho de Reitores (CRUP), com a Agência para o Comércio Externo (AICEP) e com as câmaras de Lisboa e Porto. A FLAD quer estimular universidades portuguesas a participar, “pela primeira vez”, na NAFSA – uma grande conferência de instituições de ensino superior nos EUA, cuja próxima edição será em Maio de 2012, em Houston.

 Uma iniciativa já em curso é a distribuição em universidades americanas de uma brochura com “10 razões para estudar numa universidade portuguesa” – entre elas, o “ensino de qualidade”, as “propinas aces-síveis”, a facilidade de prosseguir estudos em outras universidades europeias ou a “hospitalidade e o clima”.
 Uma questão “crítica” é a criação de residências para albergar os estudantes estrangeiros. “Aí, algumas universidades, sobretudo as de Lisboa, têm enormes dificuldades”, afirma Maria de Lurdes Rodrigues.

 É do interesse das autarquias “resolver estes problemas” porque “a internacionalização de uma universidade é também a internacionalização da cidade” onde está integrada.
 Para as universidades, as vantagens de atrair estudantes estrangeiros come-çam, pura e simplesmente, por “ter mais alunos”, continua a presidente da FLAD.

 “Estamos num período de decréscimo demográfico. Mesmo com a melhoria de ‘performance’ no secundário, o ensino superior tem possibilidades de crescimento muito limitadas, e temos capacidade instalada para mais alunos”, continua Rodrigues.
“A vantagem [de atrair estudantes estrangeiros] para Portugal é enorme, porque assim participamos no esforço de formação de futuros decisores”, conclui a presidente da FLAD.