Firma com director moçambicano produz diesel, metal e borracha a partir de pneus reciclados

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Firma com director moçambicano produz diesel, metal e borracha a partir de pneus reciclados em Pretória West

A companhia Carbon Klean, situada em Pretória West, vai começar a produzir já a partir deste ano, diesel, metal e borracha com base em pneus reciclados que vão ser  fornecidos pela conhecida firma sul-africana Redisa.

 O moçambicano Jacob  Bambo Mkhwanazi, um dos directores da companhia, afirmou ao Século de Joanesburgo que está tudo apostos para o arranque da fábrica, que vai dar emprego, numa primeira fase, a cerca de 60 trabalhadores, divididos em dois turnos, ou seja, 30 no horário diurno e outros no nocturno.

 De acordo Mkhwanazi, Carbon Klean vai começar por produzir cerca de 60 mil litros de diesel e uma quantidade ainda não especificada de metal e borracha.

 “Vai ser um tipo de diesel bastante fino, com apenas 10 ppm, ao contrário do habitual (com 50 ou mais gramas de solução ppm) e poderá ser aproveitado no abastecimento de automóveis e mesmo aviões”, disse o nosso interlocutor, para acrescentar que o equipamento para a produção deste tipo de combustível, metal e borracha foi adquirido na República da China, tendo chegado há dias dois técnicos chineses que vão acompa-nhar o arranque da companhia.

 Do equipamento, orçado em 30 milhões de randes, fazem parte três reactores, com capacidade para 10 mil litros cada, 1 refinaria, 10 comandos electrónicos, entre outros acessórios.

 A fábrica, que tem uma capacidade de 9.000 metros quadrados, possui um laboratório de análise. “Por isso iremos trabalhar directamente com técnicos da Universidade sul-africana da Wits, que nos vai enviar também alunos para o seu aperfeiçoamento académico em matéria de física e química”, afirmou Jacob Mkhwanazi.

 “O nosso objectivo é também expandir a tecnologia que vamos aplicar na comanhia a nível da África Austral”, anotou, para depois sublinhar que Carbon Klean conta com quatro potenciais sócios, 1 moçambicano, dois sul-africanos e 1 de origem chinesa.

 O Século de Joanesburgo foi informado que a tecnologia que vai ser aplicada na mesma companhia irá evitar propagar vapores tóxicos, como é de conhecimento de todos, queimar pneus constitui uma ameaça à saúde humana.

 “Há um ano que Carbon Klean tem vindo a fazer um estudo de forma a evitar poluição. Esse estudo veio a culminar com sucesso e após várias análises por técnicos ligados ao ramo, chegou-se à conclusão que não haveria nenhuma ameaça à vida humana”, apontou Mkhwanazi.

 Para poder manter a produção em pleno, Carbon Klean vai contar com abastecimento de pneus reciclados da Redisa, uma firma sul-africana especializada nessa matéria.

 Com sede na Cidade do Cabo, Redisa tem mais de dez  depósitos que são de âmbito nacional operacio-nal, sendo de destacar os surcursais de Midrand e Witbank, criando vários postos de trabalho aos cidadãos sul-africanos, muitos deles na recolha dos pneus. Importa salientar que só durante o período de 1 de Dezembro de 2013 e finais de Junho de 2014 a Redisa deu emprego a 743 pessoas.

 Jacob Mkhwanazi disse ao nosso Jornal que já foram efectuados contactados com a Dunlop, uma das grandes firmas produtoras de pneus, a fim de ser traçado um acordo de fornecimento da borracha que será fabricada pela Carbon Klean.

 De salientar que o moçambicano Mkhwanazi es-tá ligado a vários projectos envolvendo milhões de randes, como a constru-ção de um hospital privado na cidade de Maputo, “Licungo Hospital”, orçado em 224 milhões de randes e de uma estrada que vai ligar Pafuri, na província de Gaza, e Mapinhane, em Inhambane.

 É formado em gestão de negócios pela Rand Afrikaans University (RAU), actual UJ/Universidade de Joanesburgo.