Feitos furos artesianos no Lar Rainha Santa Isabel para diminuir gastos com o consumo de água

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Feitos furos artesianos no Lar Rainha Santa Isabel para diminuir gastos com o consumo de água

Foi completado todo o processo de dois furos de água artesianos no Lar da Rainha Santa Isabel, da Sociedade Portuguesa de Beneficência, em Albertskroon, Joanesburgo.

 Os furos feitos deram origem a duas fontes de água, o primeiro com um total de 27 metros de profundidade, que rende mais de cem mil litros por dia. O segundo, com uma profundidade de 107 metros, rende cinco mil litros por dia.

 A par dos furos artesianos feitos, foi instalado um sistema de tubagem, válvulas e foram instalados cinco tanques de cinco mil litros cada, que providenciam ao Lar um abastecimento sustentável e quantificado de água, com uma bomba de água e um “pulmão” que garante a pressão constante e adequada de água, requerida pelos termo-acumuladores que dão água quente à Casa da Terceira Idade.

 Todos as análises e testes foram feitos em laboratório e garantem a potabilidade da água e o seu continuado uso, após testes também de viabilidade de produção dos poços, no entanto, é intenção colocar-se uma estação de depuração de água, para garantir aos residentes a mais pura água, na eventualidade de qualquer infiltração que inquine os poços.

 O patrocinador deste importante projecto foi o comendador José Valentim, grande benfeitor da instituição, que declarou ao Século de Joanesburgo que a razão pela qual decidiu investir mais de cem mil randes do seu dinheiro nesta obra foi para reduzir drasticamente o consumo da água da rede municipal de Joanesburgo, uma vez que os gastos e as subsequentes facturas, são já avultadas.

 A decisão, tomada pelo Board of Trustees e a Direcção da Sociedade Portuguesa de Beneficência, ao dar a luz verde para serem feitos os furos, foi para reduzir as despesas de água. O gasto médio mensal é superior a 100.000 randes e a fatura de água tornou-se incomportável, quando os gastos de água diários do Lar ascendem e conseguem ultrapassar 50 mil litros diários.

 Os cinco tanques de água foram patrocinados pelo comendador Rodolfo Gallego, José Contente, Jorge Araújo, comendador José Valentim e Lino Ferro.