Federação Portuguesa de Natação renuncia à organização dos Europeus de piscina curta de 2021

0
25

A Federação Portuguesa de Natação (FPN) anunciou a renuncia à organização do Europeu de piscina curta de 2021, justificando-o com alteração das condições do prometido apoio pela câmara municipal de Lisboa.

 “A FPN decidiu renunciar à organização do Europeu de piscina curta, previsto para a capital portuguesa em 2021, após a recente e inesperada decisão da Câmara Municipal de Lisboa em não confirmar as condições inicialmente assumidas por esta entidade, aquando da candidatura ao evento por Lisboa, Capital Europeia de Desporto”, fundamentou.

 A federação entende que, face a esta alteração de pressupostos, se viu “forçada a tão difícil decisão”, que foi “unânime”, em reunião de direção de sexta-feira, confirmada no sábado pelas associações territoriais e assembleia geral.

 “Não querendo comprometer a viabilidade da qualidade or-ganizativa do evento e o futu-ro da natação nacional, a FPN comunicou à LEN (Liga Euro-peia de Natação) a desistência desta organização”, completa a FPN, em curto comunicado.

 

* Câmara de Lisboa retirou apoio após pedido de mais dinheiro

 

 A Câmara Municipal de Lisboa esclareceu que retirou o apoio à organização do Europeu de natação em piscina curta de 2021 na sequência de um pedido de aumento de orçamento para 4,5 milhões de euros pela federação da modalidade.

 Na segunda-feira, a Federação Portuguesa de Natação (FPN) anunciou a renuncia à organização do Europeu, justificando-o com alteração das condições do apoio prometido pela Câmara Municipal de Lisboa (CML).

 A autarquia esclareceu em comunicado que apoiou através de uma “Carta de Conforto” a candidatura da FPN para organizar o Europeu de 2021, acrescentando que o apoio “foi concedido nos idênticos moldes que a autarquia faz para as diferentes entidades que apresentam candidaturas desta natureza. Nessas mesmas missivas, a cidade de Lisboa manifesta a importância desses eventos, mas sem qualquer compromisso de natureza financeira”.

 “Infelizmente, durante este processo fomos surpreendidos com um aumento do orçamento para 4,5 milhões de euros”, é referido.

 A CML reconhece ambição em ser Capital Europeia do Desporto em 2021, mas que isso “não pode pôr em causa todos os projetos desportivos que colocam Lisboa como uma cidade de referência mundial no plano desportivo”.

 Na segunda-feira, a FPN anunciou a renuncia à organização do Europeu, na sequência de uma recente e inesperada decisão da CML em não confirmar as condições inicialmente assumidas por esta entidade, aquando da candidatura ao evento por Lisboa, Capital Europeia de Desporto.

 A FPN referiu que, face a esta alteração de pressupostos, se viu “forçada a tão difícil de-cisão”, que foi “unânime”, em reunião de Direcção de sexta-feira, confirmada no sábado pelas associações territoriais e Assembleia Geral.

 “Não querendo comprometer a viabilidade da qualidade organizativa do evento e o futu-ro da natação nacional, a FPN comunicou à LEN (Liga Europeia de Natação) a desistência desta organização”, completou a FPN, em curto comunicado.

 Na altura do anúncio da organização, a FPN indicou que a atribuição do evento desportivo à capital portuguesa “resulta da candidatura conjunta da FPN, da CML e do Governo”.

 “Portugal volta a ser palco de um grande evento internacional de natação, após ter organizado o mesmo europeu de piscina curta no Jamor em 1999. Uma competição internacional que trará ao Parque das Nações em Lisboa cerca de 800 nadadores em representação de 52 países europeus”, referia, então, o organismo.