FCPorto com golos de Varela, Jackson Martinez(2) e James Rodrigues(2) goleia Marítimo

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FCPorto com golos de Varela, Jackson Martinez(2) e James Rodrigues(2) goleia Marítimo

Três pontos requintados, à medida da melhor exposição de arte do futebol. O FC Porto abriu a cortina da 8ª jornada do campeonato nacional com dois momentos de beleza su-blime na vitória por 5-0 frente ao Marítimo.

 Da Madeira, diga-se, chegou o melhor cliente para a mostra: os verde-rubros entraram de borla e ainda ficaram com os melhores lugares da sala para observarem atentamente os golos de Jackson Martínez e Silvestre Varela.
 A equipa de Pedro Martins raramente foi perigosa e provou que dançar em dois palcos (Liga e Europa) ainda é uma arte que não domina.
 O primeiro golo mostrou-se cedo, logo aos quatro minutos. A criação é perfeita na ³tabela² entre James Rodríguez e Lucho González; futebol-arte na servência a Jack-son, tudo ao primeiro toque, com o avançado colombiano a contornar Ricardo e a dar vantagem ao FC Porto.
 Depois, uma sessão de ensaios em directo. Lucho cabeceou por cima (8¹), Danilo forçou Ricardo a uma defesa soberba (19¹) e Otamendi emendou à boca da baliza, mas demasiado alto (33¹).
 Pelo meio, duas perdas no espólio: Fernando e Maicon lesionaram-se e obrigaram Vítor Pereira a gastar duas substituições na primeira meia hora.
 Mas das contrariedades à arte foram poucos minutos; cinco depois dos 30, Silvestre Varela brindou os espectadores com o segundo momento marcante da noite por-tuense, com um remate em arco, da esquerda, que nem João Duarte (escultor português reconhecido mundialmente) teria esculpido melhor.
 Duas notas de rodapé por esta altura: Jackson marcou pelo sétimo jogo consecutivo e persegue as sombras de Jardel e Pena, que o fizeram em nove; Varela ­ em afirmação total ­ fé-lo pela terceira vez em série, dois deles com nota artística elevada.
 Toda a noite foi de exibição azul e branca. O Marítimo foi um esboço mal traçado da equipa capaz que foi na última temporada e as cedências defensivas acabaram por ajudar a contar a história deste encontro. Aos 47¹, Lucho, Varela e Jackson voltaram a desenhar um lance e o colombiano acabou por atirar por cima.
 Bem melhor finalizou aos 59 minutos, numa jogada de arte menor ao olho mas nem por isso menos eficaz quanto ao objectivo final: o golo. Lucho deu para João Moutinho em zona frontal, o médio meteu entre o lateral e o central e Jackson Martínez fez como aos três minutos: contornou Ricardo e marcou.
 Tópico João Moutinho: o ³cérebro² da equipa portista voltou a assistir de forma sublime aos 72¹ para o golo de James, que fez o 4-0 perante um Marítimo afundado, e que aos 77¹ já perdia por cinco, após novo golo de James, ainda que com um desvio do adversário.
 O ponto final vai para um acontecimento pouco comum: aos 74¹, Helton teve de sair, lesionado. Ou seja, as três substituições do FC Porto foram forçadas por questões fí-sicas e retiraram a Vítor Pe-reira a possibilidade de gestão para Kiev.