FC Porto vira a eliminatória na Luz e apura-se para a final

0
207
FC Porto

FC PortoEm mais um clássico escaldante, os “dragões” deslocaram-se ao Estádio da Luz para vencer os “encarnados” (3-1), em jogo da segunda-mão das meias-finais da Taça de Portugal.

 Com este resultado, o FC Porto recuperou da desvantagem que trazia da primeira-mão, no Dragão (0-2), carimbando assim o passaporte para a final da prova, que será disputada com o Vitória de Guimarães.
 No lado das “águias”, Jorge Jesus apostou numas "asas" novas, até porque Salvio e Gaitán estavam lesionados e ficaram assim fora do clássico.
 Aos argentinos juntam-se ainda Nuno Gomes e Ruben Amorim no lote de indis-poníveis. Na baliza, a escolha recaiu em Júlio César, tal como aconteceu no primeiro jogo no Dragão.

 Nos “azuis e brancos”, André Villas Boas não contou com Helton, Guarín, Maicon e Bel-luschi.
 Ainda assim, os portistas continuaram fiéis ao seu modelo de jogo. Destaque também para as titularidades de Beto na baliza e de Rodríguez no lugar que costuma ser de Varela.
 O jogo começou a um ritmo frenético. Primeiro Rodríguez rompeu bem pela esquerda do ataque dos “dragões”, para depois Jara criar perigo pela direita. No entanto, nenhuma equipa conseguiu rematar.

 Aos 19 minutos, algum perigo na área do FC Porto. Após um livre batido por Carlos Martins, Javi García elevou-se totalmente solto na área com a bola a sair perto do poste.
 Pouco depois, ao minuto 25, boa iniciativa dos portistas. Falcão, após passe de Rodrí-guez, rematou forte mas Júlio César segurou bem o esférico.
 O jogo estava equilibrado, mas ao contrario do que era esperado, os “azuis e brancos” não pareciam muito decididos em dar a volta à eliminatória.
 Aos 34, bom pormenor de Cardozo. O paraguaio conseguiu libertar-se da marcação de Alvaro Pereira mas depois rematou fraco para fora. Excelente recepção, de pé direito, do “Tacuara”.

 E a cinco minutos do descanso, grande perdida do FC Porto. Aos 41 minutos, Hulk rompeu pela direita, serviu Falcão e o colombiano, em excelente posição, a permitir a defesa do guardião dos “encarnados”.
  Falcão ainda tentou a recarga mas a bola saiu por cima. Foram precisos 41 minutos para se ver um lance de verdadeiro perigo na Luz.
 Pouco depois, final da primeira parte. Um jogo intenso com todas as bolas a serem disputadas no limite.
 Está a faltar o perigo junto das balizas, mas na segunda parte é de esperar um "forcing" por parte do FC Porto, equipa que precisa de vencer para seguir em frente.

 A segunda metade começou com o FC Porto ao ataque. Três minutos após o reatamento do jogo, Falcão de cabeça atirou por cima, isto depois de um excelente cruzamento de Alvaro.
 A equipa de Villas Boas entrou bastante melhor e parecia decidida a mudar o rumo dos acontecimentos. Aos 50, nota para uma bomba de Hulk, complicada demais mas que Júlio César soube defen-der.

 Depois de várias tentativas, o golo acabaria mesmo por acontecer. Decorria o minuto 64 quando após uma excelente jogada de envolvência do ataque dos “dragões”, Moutinho na zona central, com tempo para tudo, rematou para o fundo da baliza de Júlio César. Estava feito o primeiro no Estádio da Luz.

 E quando os adeptos benfiquistas ainda digeriam o primeiro golo, o FC Porto empatou a eliminatória.
 Alvaro Pereira tocou para Hulk e o brasileiro bateu Júlio César. O lance foi irregular, pois o “Incrível” estava em fora de jogo. Mais um erro de Carlos Xistra a beneficiar o Porto.  E que grande emoção na Luz. Nem três minutos após o segundo golo, os “azuis e brancos” marcaram o terceiro e consumaram a reviravolta na eliminatória.

 Falcão soltou-se na área, rematou e bateu Júlio César. O esférico ainda tocou em Javi García antes de entrar na baliza, enganando o guardião encarnado. Dez minutos e três golos dos dragões. Que grande balde de água fria no Estádio da Luz.
 O Benfica tinha que correr atrás do prejuízo e foi isso que fez. Grande jogo de futebol em Lisboa.
Aos 80 minutos, penalti a favor do Benfica que Cardozo não desperdiçou.

 Nesta altura, os “encarnados” precisavam de marcar mais um golo para garantir presença no Jamor. Esperavam-se minutos finais de loucos na Luz.
 Com o Benfica a dar tudo por tudo, o FC Porto quase que “matava” a partida aos 88 minutos. Jogada de 5 para 2 comandada por Moutinho, Falcão recebeu na direita, perdeu tempo e permitiu o corte de Luisão. Podia ter sentenciado a eliminatória o avançado colombiano.

 Pouco depois, final do jogo. Depois de uma primeira parte sem golos, dez minutos bastaram para o FC Porto operar a reviravolta na eliminatória e garantir o passaporte para a final da Taça de Portugal. Moutinho, Hulk e Falcão marcaram para a equipa azul e branca e Cardozo reduziu para os encarnados.
 Já depois do apito, Sapunaru, de cabeça perdida, a envolver-se com membros da se-gurança do Estádio da Luz, situação que lhe valeu a expulsão.