FC Porto derrota o Sporting no Dragão e segura a liderança da Liga

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FC Porto derrota o Sporting no Dragão e segura a liderança da Liga

O FC Porto venceu o Sporting por 3-1, em desafio com partes antagónicas, no qual os “dragões” justificaram a primeira derrota dos “leões”, apanhados nesta oitava jornada da Liga de futebol pelo Benfica.

 Com os goleadores colombianos Montero (líder com nove golos) e Jackson (sete) em “branco”, Josué (11), de penálti, inaugurou o marcador, William Carvalho (60) empatou e reabriu a discussão pela vitória, que Danilo (62) e Lucho (74) resolveram a favor dos "azuis e brancos".

 A luta pela liderança no campeonato justificava um espectáculo emotivo, mas a verdade é que o primeiro tempo foi fraco, demasiado nervoso, sem transições bem sucedidas, salvando-se a etapa complementar, com maior dinâmica, objectividade e a emoção dos golos.

 As tentativas prematuras de marcar – cabeça de Otamendi (3) e resposta em remate de André Martins no minuto seguinte – prometiam espetáculo, ideia mais do que errada no primeiro tempo, com futebol intenso, mas muito pobre tecnicamente.

 A excepção foi o lance que valeu o único golo, com Alex Sandro (10) a criar desequilíbrio na defesa contrária e a ser travado em falta por Maurício, em penálti convertido por Josué, que enganou Rui Patrício.

 Quem imaginou uma reacção do Sporting ou empolgamento do FC Porto enganou-se: mantinha-se um futebol nervoso, de passes errados, pleno de precipitações e sem fio de jogo mutuo, com os guarda-redes a revelar-se meros espetacdores.

 A única vez em que o Sporting incomodou verificou-se numa falha de comunicação entre Mangala e Helton (19), com André Martins a acreditar e meter o pé, mas a bola a saiu a um par de metros do poste.

 A segunda parte melhorou substancialmente em termos de qualidade e emotividade, “cheirando”, finalmente, a “clássico”.

 Agora mais afoito, o Sporting empatou aos 60, num canto em que Helton cortou para a frente e William Carvalho atirou seco, com a bola a desviar em Fernando e passar por um molho de jogadores até entrar, deixando em delírio os seus 3.000 adeptos em “cima” do lance.

 Danilo não permitiu grandes celebrações, pois, volvidos apenas dois minutos, em lance individual, ganhou espaço na área e “fuzilou” para o 2-1.

 O Sporting estava, no entanto, mais confiante e persona-lizado e Capel (64) criou perigo ao segundo poste, antes de Helton brilhar com defesas quase consecutivas a cabeceamento de Montero (69), que soava a golo, e disparo de longe de Piris (70).

 O ímpeto ofensivo desequilibrou a equipa atrás e foi assim que Varela galgou me-tros em contra-ataque e ainda teve tempo de ganhar de cabeça a Rojo na área para servir Lucho (74), que finalizou de cabeça na pequena área, fazendo o 3-1 que aca-bou com as dúvidas.