Falta professor para ensinar Português

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O ensino de Português em Durban recebeu o apoio da comunidade até Outubro de 2019, quando a professora responsável foi transferida para outro país. Actualmente não existe um do-cente oficial para o ensino da língua de Camões.

  A nossa juventude e alguns adultos pretendem o seu desenvolvimento, por fins de cultura e de negócios. Na província foram feitos e assinados alguns protocolos com a Alliance Française e Durban University of Technology, mas desde o segundo semestre de 2019 que não existe o ensino de Português. Porém continuam cerca de cinco dezenas de jovens a solicitar que seja reintroduzido o ensino da nossa língua em KwaZulu-Natal.

 O Português originou do latim vulgar, que foi introduzido na Península Ibérica pelos conquistadores romanos. Podemos citar o catalão, o cas-telhano e o galego-português, do qual resultou a língua portuguesa que tem mais de 800 anos e é falada por cerca de 270 milhões de pessoas, sendo a terceira língua europeia mais falada no mundo.

  Várias celebrações alusivas à nossa história, cultura, danças e tradições têm recebido ao lon-go destes anos a contribuição e apoio do Con-sulado Honorário de Portugal em Durban, como o jantar de gala do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o festival alusivo a esta data, assim como outros eventos. In-felizmente, este ano não foram feitas as celebrações devido à pandemia de covid-19.

  Os encontros regularmente organizados pelo Corpo Diplomático de Durban têm sido sempre representados pelo cônsul honorário de Portugal em Durban. Existe uma boa compreensão e participação de todos os cônsules na província.

  Alguns membros da comunidade portuguesa têm requerido para obter a nacionalidade portuguesa e nos passados dez anos cerca de 300 pedidos foram realizados, dos quais 90% são sul africanos. O tempo de formalização é cerca de vinte e quatro meses.

  Contactamos alguns membros da nossa comunidade que estão envolvidos em vários sectores, comércio, agremiações, organizações e outros meios, que comentaram o seguinte:

  “Na minha opinião, em relação ao Consulado Honorário de Portugal em Durban, são através da experiência que tenho tido das duas funcio-nárias, Cristina Gomes e Sandra Gomes, serviço rápido e excelente. Mesmo quando estive de férias em Portugal e necessitei de alguns documentos, contactei o Consulado e os recebi imediatamente. A relocalização das instalações foi uma excelente decisão. Recomendo a todos os meus familiares, amigos e membros da comunidade para usarem os serviços do Consulado Honorário de Portugal em Durban.”

  “Sem dúvida que o serviço diplomático implementado depois da transição para Consulado honorário melhorou drasticamente em todos os sentidos. Atendimento, sem esnobismo, mais acolhedor e prestável. Localização mais acessível e mais segurança numa área mais aprazível.”

  “A mudança das instalações para Morningside foi uma decisão certa por questão de segurança. O funcionamento do Consulado Honorário pela minha experiência e de várias pessoas da comunidade, funciona profissionalmente. As funcionárias prestam informações muito úteis em português e inglês. Queria realçar uma diferença do cônsul honorário dos outros cônsules. Quando as autoridades portuguesas visitam esta província tem sempre a preocupação de as levar a firmas portuguesas em KwaZulu Natal.”

  “Formulamos votos para que os serviços de assistência prestados à nossa comunidade continuem no futuro, e sempre que possível, promover mais iniciativas que venham contribuir e beneficiar a todos, os membros da comunidade, os que trabalham no Consulado Honorário de Portugal em Durban, apoio e contribuição do cônsul-geral de Portugal em Joanesburgo e da Embaixada de Portugal em Pretória”.

João de Gouveia