Falou-se só Português no pódio das 24 horas de Daytona

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  No penúltimo domingo 28 de Janeiro os pilotos portugueses Filipe Albuquerque e João Barbosa com o brasileiro Christian Fittipaldi, venceram a 56ª edição das 24 horas de Daytona. O trio da Mustang Sampling Racing, aos comandos de um protótipo Cadillac Dpi #5, começou a nova época do campeonato norte-americano de resistênica da melhor forma, que para além de vencer a prova, estabeleceu um novo recorde de voltas ao completar 808 voltas, face às anteriores 762.

  O trio de falantes de Português dominou uma das provas clássicas do automobilismo munidal, ao partirem do terceiro lugar da grelha, Filipe Albuquerque arrancou da melhor forma e rapidamente chegou à liderança, um comando que o carro dos portugueses manteve praticamente do princípio ao fim, apesar dos problemas de aquecimento nas últimas horas da prova.

  De registar que Christian Fittipaldi passou um mau bocado quando choveu durante a noite, com o Cadillac #5 da Action Express a deixar o primeiro lugar com as pa-ragens nas boxes, mas onde a estratégia de reparar o carro, como a mudança dos travões, resultou na perfeição.

  Albuquerque, o piloto de Coimbra voltou a retomar a liderança e Barbosa cimentou-a com Albuquerque a cruzar a linha de meta com 1m10.544s, praticamente uma volta de avanço ao Cadillac DPi #31, da mesma equipa.

  “Estou tão, tão contente”, começou por dizer Filipe Albuquerque à sua assessoria de imprensa. “Depois do que aconteceu no ano passado, conseguir finalmente esta vitória é sinal para dizer: o Mundo é justo!” Albuquerque relatou que “foi uma corrida espectacular, fizemos o nosso trabalho de forma única. Mas as últimas seis horas de prova foram muito duras. Para além de termos gerido o andamento para pouparmos o carro, chegou a uma altura em que me passava tudo pela cabeça. o motor estava a aquecer bastante e o barulho do carro deixava-me apreensivo. Procurei manter a concentração, mas estava a ser muito complicado. Quando finalmente vi a bandeira de xadrez, foi uma sensação incrível. A melhor de todas! Uma explosão de alegria, um sentimento de justiça e de dever cumprido. Não há palavras para descrever tudo o que estou a sentir”, rematou o português.

  Outros portuguêses em prova foram António Félix da Costa, que se estreou na dita ao volante de um protótipo da categoria LMP2 e que assegurou o quinto posto da classificação geral. Álvaro Parente, também em estreia em Daytona, na categoria GTD (Gran Turis-mo Daytona) ao volante de um Acura NSX GT3 da Mi-chael Shank Racing, ficou no segundo posto da categoria e esteve sempre envolvido na luta pela vitória ao longo de toda a corrida. Pior sorte teve o português ex-piloto de F1 Pedro Lamy, também na categoria GTD que viu o companheiro de equipa Paul Dalla Lana sair da pista com o Ferrari 488 GT3 e não regressar à prova.

  O carro #51 da equipa “Spirit of Race”, que tinha saído da “pole position”, ficou danificado e obrigou Lamy a abandonar. “Não há muito a dizer, a prova estava a correr bem. O carro estava rápido e estivemos sempre entre os primeiros da categoria. Sabíamos que éramos fortes candidatos a um lugar no pódio. Mas este incidente provocou muitos danos no carro e tivemos de parar.” referiu Pedro Lamy, que destacou também a vitória dos pilotos portugueses, “quero dar os parabéns ao João e ao Filipe pela fantástica vitória aqui em Daytona!” João Barbosa já tinha ganho esta corrida em 2010 e depois em 2014 com Fittipaldi e Sebástien Bour-dais.